Regional

Piratininga terá coleta seletiva de lixo

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Piratininga - Uma parceria envolvendo a Prefeitura de Piratininga (13 quilômetros a Sudoeste de Bauru), o Rotary Club e a Fundação Banco do Brasil vai possibilitar a implantação da coleta seletiva na cidade. A meta é reciclar 50% de todo o lixo produzido atualmente pelos moradores e reduzir o impacto ambiental provocado por quase cinco toneladas de detritos que são lançados diariamente no “lixão” da cidade.

A médio prazo, estuda-se também a possibilidade de ser instalada no município uma usina de compostagem.

De acordo com Ovídio Fegantin, do Rotary Club, a coleta deve começar dentro de dois meses. Antes disso, será realizada uma intensa campanha de conscientização dos moradores, para que eles saibam o que pode ser reciclado e como fazer a separação.

Pelo menos uma vez por semana, os coletores passarão nas residências recolhendo “o lixo que não é lixo”. Fazem parte dessa categoria as garrafas plásticas de refrigerantes (pet), vidro, lata, alumínio, papelão e papel, por exemplo.

Esse material, segundo Fegantin, será armazenado em um galpão provisório cedido pela prefeitura e depois encaminhado para a reciclagem.

Futuramente, o depósito deverá ganhar um espaço definitivo. A intenção é construir um barracão ao lado do aterro sanitário do município, quando este estiver pronto.

No mesmo local, a prefeitura tem planos de instalar um incinerador para receber o lixo hospitalar. De acordo com o prefeito Odair Falqueiro (PFL), ainda não está definido onde será o aterro, nem quando ele será inaugurado.

Com a implantação da coleta seletiva, devem ser criados cerca de oito empregos diretos, segundo informou Fegantin. Os catadores farão parte de uma cooperativa e todo o dinheiro arrecadado com a venda do material reciclável será dividida entre eles.

De início, a idéia é buscar nas ruas a equipe de catadores. Segundo Fegantin, o público alvo é aquele que passa grande parte do tempo nos bares da cidade e que não tem emprego.

Campanha

A campanha de conscientização deve começar nos próximos dias e será feita de casa em casa, nas escolas e nas indústrias do município.

“Será um trabalho de formiguinha para que tudo dê certo”, disse Fegantin. Segundo ele, haverá entrega de folhetos nas residências. Faixas e cartazes também serão espalhados pela cidade. “Aonde houver um grupo de 20 ou 30 pessoas, vamos fazer reuniões para informar, orientar e explicar sobre a coleta seletiva”, comentou.

A Fundação do Banco do Brasil participará do projeto doando sacos plásticos aos moradores. Para cada tipo de material (vidro, lata, papelão etc) deverá ser usado um saco diferente.

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Estância turística

Além de significar uma grande conquista na área ecológica, a implantação da coleta seletiva é mais uma etapa que o município precisa vencer para alcançar a tão almejado título de estância turística.

Embora tenha 100% de esgoto tratado, a cidade ainda carece de uma melhor infra-estrutura na coleta e destinação final do lixo domiciliar.

Diariamente, cerca de cinco toneladas de lixo são depositadas em valas comuns, sem nenhum tipo de tratamento.

Há um ano, a prefeitura iniciou os trabalhos para a construção de um aterro sanitário, mas teve de cancelar a obra por causa de uma ameaça de contaminação do córrego Água da Faca (que passa ao lado da área) e de lençóis freáticos.

Desde então, o prefeito Odail Falqueiro tem procurado outras áreas para instalar o aterro, mas nenhuma delas foi ainda aceita pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

De acordo com o prefeito, duas novas áreas devem ser vistoriadas, ainda esta semana, por técnicos da Cetesb.

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