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DSC: Não há surto da doença em Bauru

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu nesta semana um comunicado da DIR a respeito de vacinas para cobertura de focos de catapora.

Segundo o DSC, há muitos pedidos de informação sobre a doença, principalmente levando em conta que um foco da doença foi registrado na cidade de Botucatu. A informação foi veiculada pelo JC.

A médica Maria Helena Abreu, diretora do DSC, explica que os procedimentos relativos à catapora são diferentes dos adotados com relação à meningite, cólera e dengue, doenças obrigatórias de notificação junto aos órgãos de saúde.

No caso da catapora, a notificação é feita somente quando acontece um surto. Como exemplo, em uma unidade educacional, quando são registrados vários casos caracterizando um foco da doença. A notificação deve acontecer no máximo dois dias após a identificação.

Quando isso acontece, a Saúde faz um levantamento do número de crianças e adultos contaminados e o número de crianças e adultos que ainda não tiveram a doença. A catapora é altamente contagiosa, passa de pessoa para pessoa, e uma vez tendo a doença, a criança ou adulto se torna imune, ou seja, não volta a ser contaminado.

Embora o Poder Público não disponha de vacinas para todos os casos, o Ministério da Saúde estuda a medida de combate aos focos da catapora. Se casos forem registrados em alguma unidade escolar, através de monitoramento da direção da unidade, juntamente com o órgão de Saúde, serão liberadas vacinas para combater o foco se novos casos forem surgindo.

A médica explica que a vacina é bastante eficiente, com 95% de proteção, e aplicada a partir de ano de idade.

Dados

O DSC fez um comparativo dos casos registrados neste período, bastante propício ao surgimento da catapora.

Segundo Abreu, agosto e setembro são os meses com maior número de notificações. Em Bauru, nas últimas três semanas foram notificados 75 casos, no entanto, nenhum que caracterizasse a existência de surto em unidade escolar.

No ano de 2002 foram notificados 317 casos, dos quais 148 somente no 3.º trimestre. No 1.º trimestre foram seis casos; no 2.º trimestre, 42 casos; no 3.º trimestre 148; e no 4.º trimestre, 121 casos.

Análise

A análise do DSC é de que os casos registrados estão dentro da normalidade e que os números podem não traduzir a realidade, uma vez que a notificação não é obrigatória. No entanto, a divulgação que vem sendo feita pela imprensa pode influenciar no número de notificações.

Transmissão

O DSC informa que a transmissão ocorre um ou dois dias antes do aparecimento das lesões até o desaparecimento das bolhas, processo que dura em média dez dias.

As complicações são mais freqüentes em crianças menores e desnutridas. São comuns infecções locais que necessitam de cuidados básicos de higiene com avaliação médica.

Em função da catapora, podem surgir ainda infecções nos olhos ou até mesmo meningite através do vírus da doença.

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