Política

Parlamentares se defendem

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os vereadores João Parreira (PSDB) e Renato Purini (PMDB) se defenderam das acusações mútuas da qual foram protagonistas durante a sessão legislativa de ontem. Ao fazer discurso da tribuna, o parlamentar tucano diz que “respeita” o presidente da Casa, mas não deixou de criticá-lo por seu comportamento político nos últimos meses. Purini, por sua vez, diz que motivos de Parreira são mais políticos do que técnicos.

“A minha atitude (de pedir a destituição de Purini da presidência) não é pessoal. Mas quando fiz aquela afirmação (de que o presidente do Legislativo transformou a Câmara ‘numa casa de amigos do senhor prefeito municipal’), a fiz extremamente consciente, expressando a minha indignação com a decisão que foi tomada naquela tarde”, disse.

Parreira avaliou que Purini deveria ter convidado o consultor jurídico da Casa, Henrique Crivelli Alvarez, a opinar sobre o quórum necessário para arquivar a CP do Feijão. “Quando vossa excelência agiu dessa forma beneficiou uma pessoa: o prefeito Nilson Costa.”

Ele afirmou, sob o olhar atento de Purini, que não havia outra alternativa para aquela situação a não ser protestar e apresentar o recurso. “Não cabia no recurso nenhuma manifestação do presidente da Câmara, a não ser enviá-lo à Comissão de Justiça, Redação e Legislação da Casa”, opinou.

Parreira garante que não teve “nenhuma satisfação” em fazer o pedido de afastamento de Purini da presidência do Legislativo. “O fiz porque entendo que os vereadores têm obrigação de primar e lutar para que esta Casa seja uma guardiã da democracia e não uma guardiã de um outro poder.”

"Avaliação política"

Renato Purini analisou que os argumentos utilizados por Parreira para pedir o seu afastamento do comando da Câmara são mais políticos do que técnicos.

“As motivações são muito mais políticas do que técnicas. Em relação ao quórum de dois terços na CP do Feijão, foi uma decisão tomada em cima dos artigos da Constituição”, explicou.

Para o peemedebista, a demora na designação do perito para a CP da Carne se deve a uma consulta feita a uma consultoria externa. “Depois de alguns dias, fomos informados do alto custo do serviço e definimos nomear o consultor econômico e financeiro da Casa, Irineu Bastos”, justificou.

Com relação ao curso contratado, Purini alegou que o serviço foi solicitado na gestão anterior a sua. “Só em maio tomei pé dessa situação. E no mesmo momento, fizemos contato com a empresa, que alegou que aguardava apenas o retorno do diretor de informática (da Câmara) de uma licença médica para encaminhar o curso.”

O presidente também se defendeu sobre a denúncia de irregularidades na aquisição de um aparelho de ar-condicionado. “Não foi feita por mim. O aparelho foi instalado na sala. Se ela não está dotada de instalações, não fui eu quem construiu o prédio. Para a sala toda, esse é o aparelho necessário. Se a sala foi dividida, há vazão para o ar.”

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