Os 11 internos da Unidade de Internação da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) foram indiciados por dano ao erário público, resistência e lesão corporal dolosa. O registro de tentativa de homicídio foi descartado porque a natureza dos ferimentos foi muito leve. Os 11 são maiores de idade e continuam na fundação porque estão cumprindo medida socioeducativa de atos infracionais cometidos enquanto ainda eram menores.
O inquérito foi instaurado pelo 4.º Distrito Policial, que vai investigar a eventual denúncia de maus-tratos. O delegado substituto Dinair José da Silva, que aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), pretende ouvir menores, pais e funcionários.
“Pretendo concluir as apurações em 30 dias”, explica. Após sua conclusão, o inquérito será encaminhado à Justiça. Por enquanto, os menores continuam como infratores na unidade local.
No mesmo boletim de ocorrência em que os internos foram indiciados, sete policiais foram registrados como vítimas e quatro funcionários como testemunhas. Ontem à tarde, oito policiais fizeram exame de corpo de delito. Eles apreenderam 18 armas brancas durante a revista na Febem, depois que o motim foi controlado.
“As armas foram encaminhadas à Delegacia, mas no local existiam mais de 300, porque eles transformaram ferramentas dos cursos profissionalizantes em arma”, explica o tenente Hudson Covolan, da Tropa de Choque.
Segundo ele, o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, iria pedir a prisão preventiva dos 11, que seriam encaminhados à Cadeia Pública de Avaí e, posteriormente, ao Centro de Detenção Provisória (CDP). O juiz não retornou as ligações do JC.