Este feriado de 7 de Setembro me fez refletir e ter vontade de partilhar minhas reflexões. O povo brasileiro é sistematicamente enganado, lesado, humilhado por seus políticos (na maioria) e sempre reclama pelos cantos, nos locais mais errados, com as pessoas erradas. Nossos salários sempre perdem poder de compra, os dos políticos sempre melhoram esse poder. Quando convocado por um sindicato, associação ou movimento popular para exigir seus direitos, a maioria se encolhe, se esconde, com medo de represálias. E se deixa oprimir sempre mais. Sempre me incomodou ver nos meios de comunicação entrevistas sobre temas diversos, quase sempre com personalidades cujo sotaque ou nome, revelam sua origem em outro país. E eu sempre perguntando: será que não tem nenhum brasileiro capaz para isso? Não sou xenófobo, mas sou patriota. Contudo, neste ano, fui obrigado a me curvar à realidade. O PT, reconhecidamente nacionalista e xenófobo, convidou a tenista Fernando Meligeni (o “Fininho”), argentino de nascimento, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, de Santo Domingo, brasileiro de criação e coração, para fazer um comercial nos convocando ao otimismo, à luta, à garra e a comemorar cada vitória de nossas vidas, de nosso País. Quem assistia aos jogos do “Fininho”, via um “guerreiro” em quadra que depois comemorava cada ponto, cada vitória, com a alegria de uma criança. Teve uma brilhante carreira e, como Pelé, propôs-se a encerrá-la no auge. Nosso “Guga” teve pouco mais de um ano brilhante, no topo do ranking da ATP para desabar fragorosamente e por muito tempo só manter da velha forma o huuuu... que emite a cada golpe desferido com a raquete. No dia 7 de Setembro, quem foi ao sambódromo de Bauru, pode ver Alexsander Gneiwocz, polonês, coronel reformado do exército de seu país, desfilar na comemoração da Independência do Brasil. Grande parte dos brasileiros nem sabe, nem quer saber do significado desta data. A maioria dos nossos alunos, se puder, não participa das comemorações. Tenho que louvar esses dois estrangeiros que, talvez já se sintam muito mais brasileiros que tantos de nós. Parabéns a ambos. Essas reflexões me fizeram indagar. Será mesmo “Brava gente Brasileira...?”
Áureo Antonio Érnica - RG 5.364.772-5