Regional

Febre de CEI e CP afeta toda a região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, na década de 90, foi a alavanca que impulsionou a febre de Comissão Especial de Inquérito (CEI) e Comissão Processante (CP) em todo o País. De lá para cá, inúmeros processos foram abertos. Alguns terminaram em “pizza”, como se diz popularmente. Outros, resultaram em punições, cassações e renúncias. Em pouco mais de 10 anos, a população aprendeu a usar seus direitos e a buscar a transparência na administração pública.

Em Bauru, o caso mais importante foi a cassação do então prefeito Antônio Izzo Filho, que também poe ter desencadeado outras denúncias contra o atual prefeito e vereadores. Na mesma linha, segue a região, onde “pipocam” CEIs e CPs.

O prefeito de Bocaina (69 quilômetros a Nordeste de Bauru), Moacir Donizete Gimenes (PSDB) enfrentou uma CEI que investigou o uso particular de um veículo oficial. Em Ipaussu (110 quilômetros a Sudoeste de Bauru), o vereador Joaquim dos Santos Neto, mais conhecido como Guaíra, perdeu o mandato e foi condenado a cinco meses de detenção em regime aberto, por cobrança vexatória de dívida.

Em Barra Bonita (68 quilômetros a Sudeste de Bauru), o vereador Marcelo Cavinato (PT) vai ser investigado por uma CEI. Ele é acusado de ter usado o telefone da Câmara para ligações particulares, inclusive para pessoas indiciadas por tráfico de drogas. As ligações foram interceptadas pela Polícia Civil.

A Câmara Municipal de Reginópolis (a 70 quilômetros a Noroeste de Bauru), tomou uma decisão inédita em toda a sua história e cassou o mandato do vereador José Luiz Pupin (PPS). Ele é acusado de ter faltado com o decoro parlamentar ao informar a posse de um bem que, na realidade, seria da mulher dele.

Em Paulistânia (49 quilômetros a Sudoeste de Bauru), o vereador Márcio Roberto Idalgo (PSDB), o Pigê, foi acusado de depositar em sua conta bancária particular dois cheques destinados ao pagamento de fornecedores da Câmara Municipal. A CEI foi aprovada, mas antes dela começar o seu trabalho, o vereador renunciou.

Na cidade, foram abertas outras duas CEIs, que estão em andamento para fiscalizar a aplicação do dinheiro público na merenda escolar e o uso dos recursos do Fundep na área educacional.

O prefeito de Iacanga (45 quilômetros a Norte de Bauru), Durvalino Afonso Ribeiro (PFL) está cassado. O caso já transitou em julgado e ele não quer falar no assunto.

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