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Preferência à vida


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São os seres humanos lançados ao mundo com objetivos previamente definidos, quais sejam, sociais, profissionais e tantos outros, o principal dos quais é aquele que se chamaria taxativamente de vida ou existência, a qual se inicia na concepção materna, prossegue no nascimento, dá novos avanços no desenvolvimento físico e marcha até os seus últimos dias e instantes. Considera-se o principal porque dele são absolutamente seqüentes todos os demais, que não existiriam sem a sua efetiva participação em carne, osso e todos os seus múltiplos órgãos. Impõe, portanto, a sua preservação plena, sem o menor desfalecimento, que só virá a acontecer na última etapa da caminhada, quando fechará os seus olhos para sempre e os impulsos do seu coração cessarão, da mesma forma que os fulgores e os martírios até então sentidos.

Urge, conseqüentemente, que se dê à vida preferência absoluta sobre tudo o mais que a contorne, a consciência de que constitui ela o bem maior de cada um. Cumprem cuidar dela, então, não só os seus beneficiários diretos como todos quantos tenham o dever de fazê-lo subsidiariamente, figurando entre estes quantos estejam ligados às suas atividades afins, aos quais compete concorrer por todas as maneiras específicas visando à sua preservação.

A Semana Nacional do Trânsito, que ora se empreende no País, tendo como legenda explícita a “preferência à vida”, coloca em total destaque a verdade do slogan, despertando a população para o valor intrínseco da existência em si, a qual não existe para ser desconsiderada e, então, conduzida com a irresponsabilidade de quantos lhe negam qualquer importância, em virtude do que arrastam-na para as piores conseqüências vitais, sociais e materiais, indiferentes ao que possa ela significar para parceiros, representados por familiares, amigos e os demais que os cerquem.

Ninguém pode alimentar da vida uma sofrível visão periférica, como que tendo-a como um sonho ou dando-lhe a validade do pó das estradas que, conseqüentemente, lhes vale tanto quanto a própria morte. Cabe-lhe, portanto, olhar sempre para frente, com os olhos e a imaginação à distância, bem longe de seu mundo de dificuldades, porque não é somente isso o que a vida lhe reserva, eis que em meio a tudo gravitam também alegrias e belezas destinadas a ganhar espaço e viver pelo tempo afora, rumo à eternidade de cada um. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

Agradecemos imensamente ao Senai de Bauru e Lençóis Paulista a comovente homenagem que nos prestaram, outorgando-nos, como Prêmio Senai de Comunicação-2003, honroso cartão de prata evocativo de nossa condição de decano da imprensa local.

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