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Primavera será quente neste ano, prevê IPMet

Da Redação
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Altas temperaturas e ocorrência normal de chuvas para os meses de outubro, novembro e dezembro, período que caracteriza a estação da primavera - no Brasil ela começa na próxima segunda-feira e vai até dia 21 de dezembro.

Esta é a previsão feita pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Bauru, e anunciada ontem em uma palestra direcionada à imprensa, representantes da Defesa Civil, Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e agricultores da cidade.

Outro dado interessante divulgado pelo IPMet é que até maio de 2004 o Brasil não deverá sofrer influências dos fenômenos El Niño ou La Niña, que estão relacionados com o aquecimento ou esfriamento das águas do mar, respectivamente. Em 1998, o El Niño provocou catástrofes, enchentes e desastres ecológicos em diversos países.

José Carlos Figueiredo, meteorologista do IPMet e autor da palestra, explica que previsão do tempo para a próxima estação foi feita a partir da análise de modelos regionais discutidos durante uma reunião realizada na última sexta-feira, no Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista, Interior de São Paulo.

Dados da temperatura e níveis de chuva referentes aos meses de junho, julho e agosto foram estudados em comparação com o mesmo período do ano passado, para se obter uma prévia do clima esperado para a primavera.

A partir da análise, Figueiredo afirma que em Bauru, os meses de junho e julho deste ano tiveram temperaturas acima da média, que registrou mínima de 13,9 graus e máxima de 25,4 graus. “Em junho, tivemos máximas de 29 e mínimas de 11 graus”, diz.

Em julho, a temperatura média teve mínima de 13 graus e máxima de 25,2 graus. Mas os termômetros chegaram a marcar máximas de 29 graus, e mínimas de 9 graus, segundo dados do IPMet. Segundo Figueiredo, as menores temperaturas ocorrem normalmente por volta das 6 ou 7h; e as mais elevadas, aproximadamente às 15h.

Entretanto, de acordo com o meteorologista, o mês de agosto deste ano registrou as menores temperaturas dos últimos três anos. “Em 1999, quase todos os pontos do Estado de São Paulo tiveram temperaturas acima da média de elevação. Em 2000, ela se manteve em torno da média. Em 2001, o clima ficou um pouco mais quente”, diz.

“O ano passado foi bem quente, quase em todo o Estado teve temperaturas de quase 4 ou 5 graus acima da média. Neste ano, tivemos mínimas bem abaixo da média, que foi de 14,2 graus”, aponta Figueiredo. De acordo com os dados do IPMet, nos dias 11, 17, 18, 19 e 17 do último mês registram temperaturas mínimas inferiores a 11 graus.

Chuvas

De acordo com Figueiredo, a previsão é de que a média de chuvas para a primavera seja normal ou um pouco inferior à quantidade registrada nesse período. Ele explica que a estiagem, característica da estação de inverno, não está prevista para o mês de outubro.

“A partir da segunda quinzena do próximo mês, o nível de chuvas deve se normalizar”, revela o meteorologista. Em outubro do ano passado - período que integra a primavera - a escassez de chuvas em Bauru provocou diminuição dos níveis de água e racionamento em alguns pontos da cidade.

Figueiredo aponta que níveis de chuva no último trimestre são considerados normais para o período de inverno, que possui média variando entre três ou quatro dias com chuvas. Em junho, o IPMet registrou quatro dias; em julho, apenas um; e em agosto, quatro dias chuvosos. Este mês, até ontem, houveram três dias com chuva. A média para o este mês é de cinco dias de precipitação (chuva).

Além dos índices de temperatura e chuvas, o IPMet realizou um estudo dos focos de queimadas registrados em agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com Figueiredo, houveram 47.2666 casos de incêndio em 2002. Este ano, a marca não ultrapassou 27.721 focos.

“Houve uma redução de 41%”, aponta o meteorologista, salientando que as análises foram realizadas a partir de fotos de satélites.

Para o presidente da comissão municipal de Defesa Civil, Álvaro de Brito, a ocorrência de queimadas registradas na cidade está equilibrada. “Sempre há focos em terrenos baldios, mas está normal”, aponta.

Para Brito, a previsão do clima para os meses da primavera é importante para ajudar a Defesa Civil a desenvolver trabalhos de prevenção. “Aproveitamos esse período para conversar com a população que mora às margens de rios e favelas para ratificar as informações para se enfrentar o período chuvoso”, diz.

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