Regional

Nível de escolaridade cresce na região

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

No período de 1997 a 2000, as 39 cidades da região administrativa de Bauru registraram uma importante evolução no nível de escolaridade. Na pesquisa divulgada anteontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), as medições do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) indicam que durante esse período alguns municípios ampliaram em mais de 20 pontos percentuais a parcela da população jovem com ensino fundamental completo.

Entre esses municípios estão Avaí, Barra Bonita, Balbinos, Boracéia, Lençóis Paulista, Macatuba, Mineiros do Tietê, Presidente Alves e Promissão.

Uru recebeu destaque ainda maior. A cidade conseguiu aumentar em mais de 30 pontos percentuais o nível de escolaridade da população.

Quanto ao segmento da população jovem (entre 20 e 24 anos) com ensino médio completo, os mais bem sucedidos foram Presidente Alves (43,5% dos jovens), Borebi (41,2%), Balbinos (58,7%) e Agudos (45,6%). De acordo com a pesquisa, essas foram as cidades da região que mais evoluíram desde 1997 - data do último levantamento.

Ainda no quesito escolaridade, a região de Bauru igualou-se ao desempenho do Estado, cujo indicador, que varia de 0 a 100, é 87.

Municípios como Itaju (95), Arealva (93), Bauru (92), Lins (92), Barra Bonita (91) e Pongaí (91) são os mais bem situados nessa escala. Outros, como Macatuba, Boracéia e Borebi, embora tenham ficado abaixo da média estadual, apresentaram, segundo a pesquisa, um crescimento significativo.

Além desses, outros 28 municípios da região também não alcançaram o patamar médio do Estado. Guarantã foi o que apresentou o índice mais baixo: 68.

Para chegar a esses números, o Seade considerou a porcentagem dos jovens de 15 a 19 anos que concluíram o ensino fundamental, a porcentagem dos jovens de 20 a 24 anos que concluíram o ensino médio e a parcela de pessoas entre 10 e 24 anos com mais de um ano de estudo.

Outro indicador que apresentou avanços na região foi o de longevidade. Durante o período de análise, quase todos os municípios da região ampliaram seus resultados. Nove registraram queda e seis mantiveram-se estabilizados nesse quesito.

Guarantã (52), Paulistânia (51) e Lucianópolis (50) foram os municípios que apresentaram os níveis mais baixos de expectativa de vida. Por outro lado, Itaju (88), Uru (77) e Boracéia (76) são os que apresentam os melhores indicadores.

Para a variável longevidade foram incluídos dados como mortalidade infantil, mortalidade de adultos de 60 anos ou mais, mortalidade de adultos de 15 a 39 anos e mortalidade perinatal.

No quesito riqueza, o levantamento do Seade aponta uma estabilização nas cidades da região, depois do crescimento registrado entre 1992 e 1997.

Dezessete municípios apresentaram aumento desse indicador, mas outros continuam com nível de riqueza bastante baixo. Esse é o caso de Ubirajara, Balbinos e Uru. Eles apresentaram indicador de 29, enquanto a média da região foi de 49.

No quesito renda, o Seade incluiu informações como consumo de energia elétrica residencial, na agricultura, no comércio e nos serviços, além da remuneração média dos empregados com carteira assinada.

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