Mas morra mesmo, depressa, logo, para não aborrecer mais, desgostar tanto as eminências do poder, os “políticos” tradicionais brasileiros com os eternos precatórios movidos pela Justiça e para o aposentado, já julgados e aguardando pagamento, o que dificilmente se dá, arrasta-se pelos anos afora, até décadas, e além delas, sem solução. É assim, e sempre foi, no Brasil-República, essa voracidade famélica pelos cofres públicos dos “políticos” brasileiros detentores do poder no momento, e a maior vítima disso é o funcionário público que “paga o pato por tudo”; os “grandões” pintam e bordam para conservar os cofres públicos o mais cheio possível, não hesitando em pisotear sobre tudo e sobre todos para tal fim: o funcionário público e seus direitos são os preferidos. “Papagaio come o milho, periquito leva a fama.” Apelam para tudo, têm um corpo jurídico especializado para explorar ao máximo as brechas na Justiça, retardar ao máximo, ou, até, anular seus vereditos. Alegam os governantes sempre que não têm verba para pagar os precatórios; mas obras suntuosas, que dão na vista, dão inconfessáveis propinas, armadilhas pega-votos nas eleições, propagandas caríssimas na TV, para isso não falta “verba”. E para cúmulo dos cúmulos, uma cara-de-pau sem tamanho, dizem que: “estão a favor do Brasil, servindo o Brasil”. Brasil, ó Brasil, quando você vai se despertar, sair do seu “berço esplêndido”, acordar para ser digno do potencial imenso de suas riquezas naturais, para ser o país não de uma meia dúzia de pagãos-idólatras do dinheiro, mas um país de todos, do mais humilde ao mais galardoado, cada um, com justiça, dignamente, em seu lugar, sem o clamor dos revoltados.
Dib Mereb - RG 8.510.805