O futuro do prédio da Cadeia Pública de Bauru está incerto e depende da vistoria de engenheiros do Departamento de Administração e Planejamento da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
De acordo com o delegado seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, o local pode receber várias destinações, mas o mais provável é que seja demolido devido às avarias hidráulicas e elétricas do prédio.
“Existe um projeto de transformar o espaço da antiga cadeia pública num complexo de polícia especializada ou numa delegacia participativa”, explica Ciocca.
O primeiro resultaria na concentração de forças policiais, já que delegacias como a de Investigações Gerais e de Investigações sobre Entorpecentes estariam próximas e ao mesmo tempo independentes. A iniciativa ainda poderia reverter em economia aos cofres públicos, pois o Estado deixaria de pagar aluguel.
Porém, para que a idéia se concretize, o parecer técnico e a aprovação de esperas superiores são imprescindíveis, informa o delegado.
Os custos para a adequação do prédio também deverão constar no orçamento da Secretaria de Segurança Pública para o exercício do próximo ano.
Ainda segundo Ciocca, como Bauru será contemplada com uma delegacia participativa, a área do antigo Cadeião pode abrigá-la. Quando a nova delegacia for implementada, o atendimento será diferenciado e a confecção dos boletins de ocorrência será modernizada, além de funcional (com registro digital).
Mas até lá, o prédio continuará servindo apenas com um retrato da agonia dos presos que passaram por lá. Quando foi desativado, mesmo com problemas hidráulicos e elétricos, o Cadeião ficou quatro dias aberto para visitação pública. Ele funcionou por 50 anos e foi reinaugurado em setembro de 1986, alguns anos após a maior rebelião registrada na casa, em 1981.