Incomum nas pessoas de raças amarela e negra, mas bastante detestada por todos, a calvície humana é encarada pelas sociedades em geral como sinônimo de idade avançada. Opinam, porém, os médicos especializados que ela não é problema somente dos idosos, acontecendo também no que tange aos jovens, considerada prematura quando acontece entre os 14 e 18 anos (o leitor já se despertou para isso?) e bastante senil a partir dos 40. Contudo, se alguém conserva até os 30 ao menos metade dos cabelos pode deduzir que não virá a se tornar calvo com o decurso do tempo. Contrariamente, se acometidos por calvície prematura devem os homens preocupar-se com a probabilidade de virem a ter carequice total mais cedo ou mais tarde. Explicam os médicos que a maior parte da queda dos cabelos acontece em função de fatores hereditários: de pais para filhos. E não têm dúvida para acrescentar: em tais casos o homem já vem ao mundo com imposições genéticas para se tornar calvo, conquanto a probabilidade de transmissão, num indivíduo cujo pai é careca, chega facilmente à ordem de 50%, índice que pode aumentar se a família materna for também portadora do respectivo gene...
Até aqui falamos somente dos homens, porém, não temos o direito de tocar a cabeça unicamente deles, sendo nossa obrigação fazê-lo igualmente no que concerne às mulheres. Também elas figuram no rol das vítimas? Poucos sabem que a questão alcança igualmente as belíssimas e românticas evas, porém, na verdade, ela chega realmente na esfera feminina, ainda que nas meninas a queda seja bastante rara, ocorrendo com uma redução da quantidade de fios em toda a cabeça de modo uniforme, razão pela qual as vaidosas donas procuram todos os meios para evitar que suas bonitas cabeleiras despenquem, deixando de lhes enfeitar os cobiçados ombros, para o que o uso excessivo de produtos capilares pode contribuir. No que refere à raiz afetada do cabelo garantem os técnicos não existir recuperação a não ser através de transplante, o qual, porém, tem vantagens e desvantagens para a paciente pois não possui nada de milagroso porque para os casos congênitos a Medicina ainda não descobriu remédio. Para os adquiridos já há tratamentos eficientes. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.