De todo esse “affair†envolvendo o apresentador Augusto Liberato, que inegavelmente vive o seu inferno astral, resta uma constatação pra lá de óbvia: bastam dez segundos de bobeira para se jogar ao vento uma carreira construída ao longo de muitos anos de lutas, de sacrifícios, de tenacidade, e, de repente, ver ruir à nossa frente, qual um castelo de areia, aquele que supunhamos fosse de concreto!
Gugu está pagando um caro preço pela sua insanidade de ter deixado ir para o ar naquele 7 de setembro uma ópera bufa, uma histriônica “pegadinha†de péssimo gosto, que acabou por lhe arranhar a imagem, o bolso, e até mesmo a relação empregado-patrão que mantém com Senor Abravanel, o Silvio Santos, como é popularmente conhecido.
Uma outra ilação que nos é dada a perceber, e que de pronto nos remete à mitológica figura de Aquiles e seu vulnerável calcanhar, é a de que, por mais sólidos que possam transparecer, ídolos têm os pés de barro, e o primeiro vento mais forte pode deitá-los ao chão. (Marcos Vieira da Silva)