Regional

Rodovias necessitam de duplicação

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Na opinião do comandante da 1.ª Cia da Polícia Rodoviária, capitão Augusto Francisco Cação, a duplicação das rodovias da nossa região não vai evitar todos os problemas com acidentes.

“Na nossa região, a que mais nos preocupa é a Bauru-Iacanga. Ela necessita de atenção pelo fato de estar cortando o perímetro urbano e concentrar um fluxo maior de veículos. É ela que dá acesso aos moradores da Vila São Paulo e de bairros ao seu redor que fazem a travessia de um lado para outro, constantemente.”

No perímetro urbanizado, a estrada apresenta um pouco de cada tipo de problema, frisa o capitão. “Tem colisões frontais, muitas ultrapassagens proibidas, ciclistas, pedestres etc. Mas o maior problema ocorre em decorrência da falta de atenção dos motoristas. Eles têm que diminuir a velocidade na área urbana, mas a maioria não procede assim”, considera o capitão.

A rodovia Bauru-Marília, muito embora com alguns trechos já duplicados, ainda exige atenção redobrada dos motoristas e causa preocupação.

“Nos trechos em obras a preocupação são com as máquinas e homens na pista. Nos perímetros urbanos, os atropelamentos são constantes.”

Na opinião dele, os pontos mais críticos da cidade de Bauru são os próximos ao Lelei e nas redondezas da Cesp e do Núcleo Fortunato Rocha Lima, o projeto de desfavelamento.

Na rodovia Bauru-Ipaussu, a pista simples vai continuar por algum tempo da mesma maneira. Segundo o DER, não há nem estudos para a sua duplicação.

Conclusão adiada

A queda na arrecadação do governo adiou a conclusão das obras da SP 225m entre Jaú e Bocaina.

Segundo o DER, o governo priorizou as obras das rodovias do litoral por causa da alta temporada. “As demais obras vão ter outro ritmo, mais lento. Esse trecho, por exemplo, deveria estar pronto em março de 2004. A previsão é que a conclusão ocorra entre julho e agosto de 2004.”

A SP 321, mais conhecida como Bauru-Iacanga, vai continuar com pista simples. A duplicação caminha a passos lentos e, segundo o DER, há a intenção de duplicá-la, só não se sabe quando. “Há estudos da duplicação em função da instalação do aeroporto internacional em obras no município de Arealva.”

Os estudos, porém, não têm data para ser executados, segundo o DER. “Não há previsão para a duplicação dessa rodovia, embora haja estudos.” Com pista simples, ela dá acesso às cidades de Arealva, Iacanga e Reginópolis.

Um dos problemas detectados na rodovia é a grande movimentação de veículos nos finais de semana e feriados. São pessoas que procuram as praias de Arealva e Iacanga para nado ou pesca. A embriagues dos condutores no retorno do passeio é uma das causas dos acidentes.

Bagagem que vira arma

Nas rodovias de acesso a praias da região um simples acidente pode causar vítimas graves, alerta o capitão. De acordo com ele, os usuários carregam o carro com pessoas e traias para pescar ou simplesmente passar o dia na praia. Isso ocorre bastante na rodovia Bauru-Iacanga.

Carros com condições de segurança duvidosas, lotado de gente e com muita bagagem, podem causar vítimas mais graves. “Os usuários levam espetos, garrafas e facas no interior do veículo. Se esse carro sofrer uma simples colisão, essa bagagem se torna uma arma e é capaz de ferir os ocupantes com muita gravidade.”

O correto em situações como essa, alerta o comandante, é colocar a bagagem no porta-malas e o carro ser ocupado pelo número permitido de pessoas e não trafegar com um número de passageiros superior à sua capacidade.

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