Quem, além do carteiro, é mais indicado para falar sobre erros de endereçamento? Pelas mãos dele passam todas as correspondências de um bairro e, conseqüentemente, todos os erros de endereçamento. De acordo com o Márcio José Zanqueta, eles são bastante freqüentes.
Márcio trabalha na região do Parque Santa Edwirges, Parque Jaraguá e Jardim Vânia Maria e afirma que é comum encontrar pessoas que desconhecem o nome do bairro, da rua, e até o número da casa em que moram. “Tem pessoas que são perdidas no endereço”, avalia.
Entre os bairros cujos nomes são substituídos por outros, ele cita a Vila Bela, Vila Souto, Vila Giunta e Alto Paraíso. “A Falcão, por exemplo, como é mais conhecida, é usada em toda a região. O pessoal usa um bairro próximo que tenha um nome mais forte”, destaca.
O carteiro explica que, depois do Código de Endereçamento Postal (CEP), o bairro é a referência mais importante do endereço. “Estando o bairro certo, é mais fácil identificar a rua”, expõe.
O bairro também ajuda quando existem duas ruas com o esmo nome. “A Martins Fontes, por exemplo, tem lá na Vila Industrial e tem na Vila Independência. Se for endereçada de forma errada, ela pode não chegar ao local certo”, orienta.
Na opinião do gerente do Centro de Distribuição Falcão dos Correios, os erros são mais recorrentes em bairros antigos. “Nos bairros mais antigos, como Bela Vista e Falcão, o pessoal lembra mais do bairro grande e não da vila pequena. Eles usam Falcão em vez de usar Vila Bela, por exemplo”, afirma.
“Tem vilas nos Altos da Cidade que o pessoal nem conhece. Às vezes, a pessoa até desconhece que mora em determinada vila, como a Santa Isabel ou a Vila Regina”, acrescenta Soares.
Ele explica também que a desatenção dos usuários prejudica principalmente os carteiros principiantes. “Temos muitos carteiros novos que não conhecem todas as ruas. Se estiver identificando a vila correta com o CEP facilita muito”, diz.
Vergonha
De acordo com o carteiro Márcio, existem também casos em que os nomes de bairros são trocados propositalmente. Principalmente em bairros periféricos, em que as pessoas têm vergonha de falar onde moram.
“Por exemplo, a rua Samuel Casale fica no Parque Jaraguá. A pessoa coloca Altos da Bela Vista. É bem distante, mas ela usa Bela Vista como referencial”, afirma.
Outro exemplo é a rua Antônio Alves de Souza, do Santa Edwirges. “Não vem uma correspondência como Santa Edwirges. Só vem como Vânia Maria. É encostado, mas ninguém usa o Santa Edwirges por ser conhecido como mais periférico”, salienta.
Alto Alegre também é usado no lugar de Vânia Maria, Parque Roosevelt e Parque Jaraguá.
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O que colocar na carta
Para garantir que uma correspondência postada nos Correios chegue sem problemas e rapidamente ao seu destino, é necessário estar atento a alguns detalhes.
É importante escrever o endereço completo, que inclui nome da rua, número, bairro e Código de Endereçamento Postal (CEP). Ele deve ser escrito no centro do envelope, enquanto o remetente deve estar no verso.
De acordo com José Ferreira Soares, gerente do Centro de Distribuição Falcão dos Correios, quando o remetente é colocado no mesmo lado do envelope, a máquina que faz a triagem eletrônica pode devolver a carta, em vez de enviá-la para o destinatário.
Letra legível também é essencial. Quando a máquina não consegue ler o endereço, a correspondência vai para a triagem manual e, portanto, demora mais tempo para chegar às mãos do destinatário.