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Direção defensiva atrai motorista comum

Da Redação
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Buscar ter uma melhor postura no trânsito e evitar acidentes. São esses os principais objetivos dos motoristas que se matriculam em cursos de direção defensiva. A procura pelas oficinas é espontânea e a maioria dos interessados são homens e mulheres que trabalham em diferentes profissões. Em uma mesma turma, reúnem-se donas de casa, estudantes e profissionais liberais. A faixa etária varia entre 18 a 60 anos de idade.

A professora Aparecida Gema, de 56 anos, conta que seu intuito é adquirir novos conhecimentos relacionados a postura no trânsito. “De repente, percebo algumas coisas que estou fazendo e que o comportamento enquanto motorista não era o mais adequado”, observa Gema, que dirige há 20 anos. “Inclusive a partir do curso, passei a dirigir com mais atenção”, revela.

Em Bauru, durante a Semana Nacional de Trânsito - que terminou ontem, - a Polícia Militar ofereceu dois cursos de direção defensiva gratuitos e voltados para a comunidade. O tenente Jorge Luís Dias, que é comandante da Base de Trânsito e um dos professores das oficinas, conta que cerca de 40 alunos se em cada turma.

Segundo o tenente, o programa tem dez horas de duração e inclui elementos básicos da direção defensiva, condições adversas, leis de trânsito, além de abordar estatísticas que apontam números de acidentes. As atividades são realizadas através de dinâmicas em grupo, apresentação de filmes e palestras. “O curso visa sensibilizar a comunidade para os riscos de acidentes no trânsito”, ressalta.

Jorge Luís explica que não existe um perfil definido de pessoas que se inscreveram nas aulas. “Muitos procuram porque têm apenas o interesse em aprender mais”, diz. O eletricista autônomo Wayner Melendes, de 26 anos,por exemplo, diz que assim que soube do curso, resolveu se inscrever. “Tenho interesse em buscar me educar melhor no trânsito, adquirir novos conhecimentos e me aprimorar”, aponta.

O auxiliar de almoxarifado Guilherme Soares Magalhães, de 20 anos, conta que o curso o ajuda a dirigir com mais paciência. “O trânsito de Bauru é lento. Estou aprendendo a ser mais educado”, afirma. O fato das oficinas serem gratuitas é outro fator que incentivou algumas pessoas a se inscreverem nas aulas. Um exemplo é Edivaldo Augusto Simões, de 45 anos, que trabalha como encarregado de setor em uma empresa da cidade. “Sempre quis fazer, mas como é de graça, fiquei mais motivado. Já sabia muitas coisas, mas aprendi coisas novas”, garante.

Apesar da maior parte dos alunos ter se inscrito com o objetivo de aperfeiçoar a postura no trânsito, alguns buscam, a partir do curso, ganhar uma capacitação extra em termos de qualificação profissional. O motorista Walmir Nonato, de 44 anos, revela que a oficina vai ajudar a melhorar seu desempenho na área.

â€œÉ a terceira vez que eu faço esse tipo de curso, porque quero me aperfeiçoar mais. Sempre aprendo coisas novas, mesmo já sendo profissional”, diz. Manoel Francisco de Souza, de 40 anos, que também é motorista, destaca que o principal ensinamento do curso é justamente a postura de se dirigir de forma defensiva. â€œÉ preciso ter paciência no trânsito, coisa que a maioria das pessoas não têm”, enfatiza.

Mulheres

Um dos pontos altos do curso de direção defensiva é o aumento da participação feminina nas aulas. Para Jorge Luís, as mulheres são mais cuidadosas no volante. “Elas têm mais medo da máquina do que os homens. O número de acidentes envolvendo mulheres é menor do que os homens”, aponta.

A dona de casa Valéria Cláudia Moreira Pereira, de 22 anos, revela que tem medo de dirigir. “Hoje em dia o trânsito está muito perigoso. Muitos não estão respeitando os outros”, diz. Para a servente Geni da Silva, de 53 anos, o curso traz novos conhecimentos. “Aqui apren-demos muitas coisas que não tivemos quando tiramos carta”, conta.

Já professora Neusa Belíssimo, de 34 anos, revela que as aulas já produziram mudanças em seu comportamento no volante. “Antes eu não usava cinto de segurança, mas agora que estou vendo (no vídeo) o que causa o não uso do cinto, passei a usar. Sempre”, afirma.

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