O amor do artista pela sua arte. Este é o tema central da peça “Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu”, que o Grupo de Teatro Universitário Veritas encena hoje e amanhã, às 21h, Teatro Municipal “Celina Lourdes Alves Neves”.
Os ingressos para as apresentações podem ser trocados por 1 quilo de alimento não-perecível na bilheteria do teatro ou na Central de Eventos da Universidade do Sagrado Coração (USC). Posteriormente, os gêneros alimentícios serão doados a obras assistenciais mantidas pela universidade.
Escrita nos anos 80 por Carlos Alberto Soffredini, a peça - na realidade uma adaptação da obra original - tem a direção de Marly Bonome, coordenadora do curso de artes cênicas da USC. No elenco estão 21 atores bauruenses, entre eles muitos alunos da universidade.
Baseado em depoimentos de artistas circenses, “Vem Buscar-me...” retrata a vida de uma empresária de circo que se recusa a modernizar seus espetáculos. Ela insiste em se manter fiel à tradição de sua família, formada por várias gerações de artistas nascidos no picadeiro.
Segundo Juliano Dip, um dos atores da montagem, a peça aborda o destino que teve a arte circense nas últimas décadas, principalmente a função do palhaço, que se tornou um coadjuvante entre os números de animais e malabarismos. “O circo se banalizou, acabou se resumindo em alguns números e nós falamos disso, mas não de uma maneira triste. A peça até nasceu como um drama mas acabou se tornando uma comédia devido às situações”, diz.
O grupo, que estreou a montagem há 1 mês, depois de ter apresentado a peça por várias cidades do Estado através de um convênio da USC com o Serviço Social da Indústria (Sesi) nos meses de maio, junho e julho, concebeu o espetáculo com números musicais entremeando a ação. “Resgatamos músicas de Carmem Miranda e Vicente Celestino, além de outras da época do rádio”, afirma Dip. O ator lembra que no passado os circos eram compostos por atores completos que, além de fazerem o público rir como palhaços, também cantavam e atuavam. “Muita gente se esqueceu disso”, lamenta.
Mais do que uma homenagem ao universo circense, a peça pretende também levar aos espectadores um pouco do que era aquele mundo. Segundo Dip o objetivo tem sido alcançado. “O público mais velho se emociona quando lembra do circo como ele era e os mais jovens têm a oportunidade de saber como era o circo no passado”, declara.
• Serviço
Peça “Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu”, com o Grupo de Teatro Universitário Veritas. Hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Municipal. Os ingressos podem ser trocados por 1 quilo de alimento não-perecível na bilheteria do teatro. Avenida Nações Unidas, 8-9, Centro. Informações: (14) 3235-1072 ou (14) 3235-1312.