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DAE já pede para economizar água

Ieda Rodrigues
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O rio Batalha, que abastece 42% de Bauru (137 mil pessoas), apresentou sinais de redução de vazão ontem e colocou os técnicos do Departamento de Água e Esgoto (DAE) em alerta. A autarquia garante que não há problema de abastecimento na cidade, mas pede à população que economize água.

“A queda ainda não é significativa, mas não pode ser ignorada”, informa a nota distribuída pela assessoria de imprensa do DAE. Este é o quinto ano consecutivo que o rio Batalha apresenta redução do volume de água - em outubro do ano passado o nível do rio abaixou 21 centímetros e foi preciso desligar uma das três bombas que fazem a captação de água.

O DAE pede a colaboração da população e a compreensão dos moradores, evitando gastos de água desnecessários, como em lavagens de calçadas e carros, banhos demorados e deixar torneiras abertas. A população também deve informar a autarquia sobre vazamentos de água na rua.

Por enquanto, a situação ainda não exige o desligamento de nenhuma das bombas, segundo a assessoria de imprensa do DAE. Porém, a estiagem e o calor dos últimos dias já estão refletindo no nível do rio. Em dias de alta temperatura, o consumo de água aumenta e, sem chuvas, não há reposição.

A preocupação do DAE é reforçada pelos dados do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Até segunda-feira, não há previsão de chuvas para Bauru e as temperaturas devem permanecer elevadas. Além disso, no mês passado choveu bem menos que a média histórica de setembro.

A chuva acumulada em setembro foi de apenas 16,6 milímetros, relata Adelmo Correia, meteorologista do IPMet. “Ficou bem abaixo da média histórica do mês - dos últimos 30 anos-, que é de 72,5 milímetros. A última chuva em Bauru foi no dia 16 de setembro, de apenas 10 milímetros”, lembra.

A previsão para hoje é de tempo bom, com temperaturas máximas entre 31 e 33 graus. Ontem, os termômetros do IPMet registraram 32,9 graus, às 15h50. Até segunda-feira, não há previsão de chuva. “Há uma frente fria no Rio Grande do Sul, mas está deslocando-se para o oceano. Estamos esperando a entrada de uma outra frente fria na região Sudeste no início da próxima semana”, diz Correia.

Sem punição

Na última sessão, a Câmara Municipal rejeitou projeto de lei que tinha por objetivo educar a população a usar com racionalidade a água tratada. O projeto, de autoria de autoria dos vereadores Rodrigo Agostinho (PMDB) e Zito Garcia (PPS), previa a aplicação de multa para quem desperdiçar água, somente após a decretação pelo prefeito do Estado de Alerta, que iniciaria o racionamento do líquido.

Agostinho, no entanto, avisou que não vai desistir. Ele pretende reapresentar o projeto no ano que vem. Pela proposta, o abuso custaria um acréscimo de 25% do valor consumido pelo munícipe no mês, desde que flagrado por um fiscal.

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