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Ginástica diminui índice de faltas

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Às segundas, quartas e sextas-feiras, logo ao chegar no local de trabalho, os funcionários da Unimed - Cooperativa de Trabalhos Médicos - não se dirigem aos seus postos para mais um dia de rotina. Antes de iniciar a maratona diária, eles se encaminham à sala de treinamento, para fazer 20 minutos de ginástica laboral.

De acordo com o médico do trabalho, Sebastião Benetti, há cerca de um mês, a empresa implantou um programa de atividades físicas visando diminuir as conseqüências das longas horas de trabalho à frente do micro. “Nós fizemos uma avaliação e registramos muitos casos de Lesões por Esforços Repetitivos (LER)”, explica.

Trata-se de um distúrbio que atinge os trabalhadores que permanecem muito tempo na mesma posição ou fazendo movimentos repetitivos - como, por exemplo, digitação.

Como os casos estavam sendo detectados em larga escala, a Unimed resolveu solucionar o problema proporcionando um tratamento coletivo preventivo a seus funcionários.

A gerente de recursos humanos da cooperativa médica, Eliana Martini Tagliani, salienta que as queixas de dores no corpo eram muitas e estão diminuindo depois do início das atividades. “Essa providência minimiza as chances do pessoal adquirir LER”, ressalta.

A ginástica laboral consiste em alongamento e relaxamento, visando preparar o corpo para mais um dia de trabalho. As aulas são dadas pelo professor de educação física Carlos Augusto Fernandes, que procura mesclar os exercícios básicos desse programa com outros mais dinâmicos e diferenciados. “Queremos incentivar as pessoas a praticar essa aula”, diz.

A idéia deu tão certo que os funcionários decidiram ir além: eles criaram um grupo de aproximadamente 30 pessoas e contrataram as aulas do professor para depois do expediente, nas dependências da empresa. Cada um paga cerca de R$ 20,00 para fazer condicionamento físico antes de ir para casa.

Ao acabar o horário de trabalho, eles trocam de roupa e vão para o refeitório da empresa, que, provisoriamente, está servindo de sala de ginástica.

Um novo pique

As aulas acontecem às terças e quintas-feiras. O clima é de descontração e entusiasmo. “É muito melhor fazer ginástica aqui, porque não dá preguiça”, diz a analista de contas médicas Sandra Zanetti.

Ela destaca que muitas pessoas estavam há anos sem fazer exercícios físicos porque não conseguiam arrumar horário na agenda para ir a uma academia.

Agora, com a possibilidade de fazer isso após o horário de trabalho, muita gente já está notando a diferença. “Nós sentimos mais disposição para o dia-a-dia”, ressalta a analista de recursos humanos, Sônia Bartolomeu.

A analista de contas médicas Melissa Kinue Sayki destaca que a ginástica ajuda a aliviar o estresse depois do dia de trabalho. “Foi uma forma de unir o útil ao agradável”, comenta.

Para a também analista de contas médicas Fátima Plantier, o entrosamento entre os colegas é um grande estímulo para colocar o corpo em movimento. “É muito divertido fazer ginástica aqui. A gente se sente mais à vontade entre os amigos”, destaca.

De acordo com o médico do trabalho, Sebastião Benetti, essa satisfação dos funcionários se reverte em aumento da produtividade e queda do índice de absenteísmo (faltas no trabalho). “As empresas que adotam essa postura com relação aos seus funcionários só têm a ganhar. Os problemas de saúde diminuem, assim como as faltas, e o desempenho dos funcionários melhora consideravelmente”, destaca.

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