Falar sobre os marcos existentes em Bauru não é tão difícil para os moradores da cidade. Mas será que alguém sente falta de outras referências? A resposta é sim.
O arquiteto Nilson Ghirardello, professor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), sugere, por exemplo, que falta água na cidade.
“Eu sinto falta de um espelho d’água que possa refletir a cidade. Falta água em Bauru e as fontes estão todas quebradas. Um exemplo bom para a gente talvez seja a represa de São José do Rio Preto”, expõe.
O arquiteto cita alguns dos marcos que considera importantes na área urbana - a avenida Nações Unidas, a Praça da Paz e o Zoológico Municipal. “Acho o zoológico uma das principais áreas de lazer da cidade”, diz.
Entre os edifícios, Ghirardello destaca a antiga estação ferroviária da Noroeste do Brasil (NOB) e o prédio do Automóvel Club. “Quando a gente faz pesquisas aqui na universidade, o Automóvel Club sempre aparece como um dos edifícios que as pessoas lembram e têm um certo carinho por ele”, afirma.
O professor não elege o Calçadão da Batista de Carvalho como referência pessoal, mas acredita que ele é ponto com o qual boa parte dos cidadãos bauruenses se identificam.
“Por mais que a gente como arquiteto não goste do Calçadão com seus arcos, eu acho que eles são uma referência importante. São uma particularidade. Pode ser feio ou bonito, mas confere identidade”, avalia.
O arquiteto cita também o Bauru Shopping, que atrai a atenção pelo porte e dimensão. “Eu acho que ele é um ponto de referência para a maioria das pessoas”, arrisca.
“Os lugares são referências ou porque fazem parte do cotidiano das pessoas, ou porque elas passam por lá. Ou, ainda, porque são símbolos de status e de desejo”, diz.