Geral

Bauru terá mais cinco feiras livres

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

A Prefeitura Municipal de Bauru, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, autorizou o funcionamento de mais cinco feiras livres na cidade. Elas entrarão em atividade a partir de amanhã, das 7h às 11h, nas vilas Santa Terezinha, Industrial, Nova Bauru e Dutra, além do núcleo Nobuji Nagasawa.

A primeira nova feira a “estrear” será a da Santa Terezinha, que estará disponível ao público todas as terças-feiras na quadra 2 da rua Alfeu Benedito de Souza. As quatro restantes ocorrerão nos dias subseqüentes da semana.

Às quartas-feiras, a Praça Antônio Pedroso receberá a feira da Vila Industrial. Às quintas será a vez da quadra 1 da rua 12 atender a Nova Bauru. Às sextas, os moradores do Nobuji Nagasawa encontrarão a feira na quadra 3 da rua Professora Iracema Ubirajara Termela, enquanto aos sábados a quadra 1 da rua Campo Grande abrigará a da Vila Dutra.

Segundo o secretário interino de Agricultura do município, Nilton José de Oliveira, a medida era uma reivindicação antiga de moradores e do órgão representativo do setor. “Visamos atender tanto as solicitações dos habitantes quanto da associação dos feirantes, que também nos cobrava tal possibilidade”, explica.

Oliveira acrescenta que o principal objetivo da iniciativa foi tornar as feiras livres mais acessíveis aos populares daqueles bairros, geograficamente distantes de outras do gênero. “Eles tinham de se deslocar por grandes distâncias até as mais próximas. Agora isso não será mais preciso”, ressalta.

Ele estima que as novas feiras beneficiarão uma população de cerca de 40 mil pessoas e gerarão empregos para dezenas de feirantes, outro motivo que pesou na decisão da secretaria para criar novos locais de comercialização. “Elas possuirão entre 14 e 17 barracas, que congregarão de 70 a 85 profissionais do ramo”, afirma Oliveira.

Graças a elas, complementa o secretário, Bauru contará com cerca de 450 trabalhadores no setor e 31 feiras livres. “40% deles são pequenos produtores. O restante compra na unidade da Central de Abastecimento de São Paulo (Ceasa). Além disso, como cada feirante trabalha, em média, com cinco pessoas, há a geração de cerca de 1.400 empregos diretos e indiretos”, calcula ele.

Oliveira complementa também que, graças à concorrência de preços e às exigências populares, as feiras estão tornando-se mais profissionais. “Atualmente, os feirantes estão mais preocupados com a qualidade de seus produtos e também com a aparência das barracas”, considera o secretário.

Apesar das recém-criadas feiras, Oliveira considera que Bauru ainda comporta, pelo menos, mais duas do gênero, o que deve se tornar realidade dentro de 30 a 70 dias. “Os estudos para a implantação delas estão bem adiantados, mas podem demorar mais ou menos do que este período. Os locais e horários prováveis serão o Sambódromo, das 17h às 22h, e o Jardim Godoy, das 7h às 11h”, diz.

Medida agrada

A notícia da criação das cinco novas feiras livres agradou não apenas os feirantes, mas também quem é freqüentador assíduo delas. É o caso do aposentado Francisco Sanches, que “bate ponto” na feira existente na rua Gustavo Maciel há cerca de 30 anos. “Venho todos os domingos e não a troco por nada. Prefiro vir aqui, pois acho melhor que os mercados”, frisa.

Outra que elogiou o surgimento das feiras foi a bauruense Edi Guimarães, que ontem foi à da Gustavo Maciel especialmente para mostrá-la a seus filhos. “Antigamente eu comprava sempre aqui, mas dei uma parada. Hoje (ontem) foi o dia que escolhi para recomeçar esse hábito, pois estou redescobrindo-as”, ressalta.

Segundo Edi, as feiras têm mais variedade de produtos e vantagens aos consumidores. â€œÉ gostoso visitá-las, pois elas possuem tantas coisas diferentes, algumas que pensava nem existir mais”, pondera.

Os feirantes também comemoraram o surgimento das cinco novas feiras. Ricardo Okama, há mais de 25 anos na profissão, sustenta que elas facilitarão a vida das pessoas. “Principalmente para aquelas que moram longe e dependem de ônibus para deslocar-se até tais locais”, argumenta.

Okama defende que a iniciativa da secretaria municipal é uma prova da importância das feiras. “Elas sempre irão existir, mesmo com a concorrência dos mercados. Isso porque as promoções dos supermercados são realizadas normalmente em dias diferentes”, salienta.

Mesma linha de raciocínio possui José Dodivino de Almeida, que há 33 anos atua no ramo. Para ele, todo bairro necessitaria ter uma feira. “Ajudaria demais a população, que não precisaria gastar com condução para ir até as feiras”, conclui.

Comentários

Comentários