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INSS volta a atender o público hoje

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 4 min

O prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Bauru foi liberado ontem à noite para o atendimento ao público, que será retomado na manhã de hoje. Porém, o expediente das quatro varas da Justiça do Trabalho, que funcionam no local, só será normalizado a partir da próxima segunda-feira, em respeito a uma portaria baixada pela juíza diretora do Fórum.

Desde sexta-feira passada, quando o imóvel foi interditado em função do rompimento de um cano d’água, cerca de 3.200 pessoas deixaram de ser atendidas tanto pela Previdência Social quanto pelos servidores da Justiça do Trabalho.

A infiltração, que atingiu o terceiro andar do prédio, já havia sido controlada, mas até o fechamento dessa edição outros reparos - não especificados pelo INSS - ainda estavam sendo providenciados.

De acordo com o gerente executivo do INSS de Bauru, João Antonio Ribeiro Manso Sayão, caso os trabalhos não fossem concluídos até ontem à noite, a execução final da obra ficaria para hoje, após às 14 horas, quando o atendimento ao público é encerrado. A recuperação da rede hidráulica vem sendo supervisionada por engenheiros do instituto, que vieram de Brasília.

Em função do caráter emergencial dos reparos realizados até agora, Sayão não soube precisar o valor despendido na obra.

“Fizemos os menores reparos possíveis. Recuperamos a tubulação e o contrapiso que foi quebrado para que o cano fosse localizado. Depois, vamos trabalhar com outras etapas, aí sim com licitação. Vamos colocar uma manta asfáltica impermeabilizadora e recuperar o que foi danificado”, explica.

Ele ainda informa que os engenheiros deslocados de Brasília estão aproveitando a oportunidade para fazer uma vistoria completa no prédio afetado e em outras unidades de atendimento do INSS da região de Bauru.

O relatório elaborado poderá indicar, inclusive, a necessidade de liberação de recursos para uma eventual reforma geral, além da destinação de parte do imóvel, que está ocioso.

Trabalho

Atualmente, o oitavo, novo e décimo andares do imóvel são ocupados pela Justiça do Trabalho, que foi afetada com o corte no abastecimento de água e energia elétrica em função da infiltração.

Seguindo orientação do INSS, a juíza titular da 3.ª Vara do Trabalho e diretora do Fórum, Maria Madalena de Oliveira, baixou uma portaria na sexta-feira passada suspendendo o atendimento até anteontem. Como o problema não havia sido resolvido até terça, a juíza assinou outra portaria interrompendo o atendimento até amanhã.

As duas portarias, que foram encaminhadas ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, estão afixadas na porta de entrada do prédio.

“Os vigilantes ficaram com cópias para que, em caso de necessidade, os advogados possam juntar o documento nos processos. Esse tipo de problema atrasa muito o trabalho. Causa desencanto”, conta.

Também ficou frustrado o advogado Gustavo José Pampani, que ontem à tarde voltou ao prédio apostando na retomada dos serviços da Justiça. “Por falta de funcionários e de estrutura adequada, os processos já estão atrasados. (A interdição) é só mais um problema dentre os que já existem”, desabafa.

Em cinco minutos, ele e mais três pessoas pararam na porta do prédio do INSS para conferir as portarias. Por dia, entre advogados, partes envolvidas em processos e testemunhas, a Justiça do Trabalho atende uma média de 600 pessoas.

Já a Previdência Social recebe aproximadamente 200 usuários por dia, no prédio construído na década de 70, que teve a parte inferior reformada há cerca de cinco anos. Porém, as estruturas hidráulica e elétrica são bastante antigas, conforme informações obtidas junto ao próprio instituto.

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Infiltração levou à interdição

A infiltração, que causou o deslocamento do piso, provocou tumulto no interior do prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) na sexta-feira passada. O barulho decorrente do piso se soltando do contrapiso apavorou os funcionários e usuários da agência.

Por essa razão, o imóvel foi evacuado antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros. Para evitar um curto-circuito seguido de incêndio, os bombeiros orientaram a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) a desligar o fornecimento de energia elétrica do imóvel.

Já na sexta-feira passada, tanto o Corpo de Bombeiros, quanto a Defesa Civil e o departamento de engenharia da Secretaria Municipal de Planejamento informavam a inexistência de rachaduras sérias e de abalo na parte estrutural do prédio. A informação foi reiterada pelos dois últimos órgãos, ontem à tarde.

Tanto a Previdência Social quanto a Justiça do Trabalho também voltaram a negar danos de qualquer outra natureza.

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