Saúde

Governo discute metas contra hepatite

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Caracterizada por uma inflamação no fígado, a hepatite é considerada uma doença grave porque pode tornar-se crônica e evoluir para quadros de cirrose e câncer. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) quer intensificar seus projetos de controle e combate à patologia. Este é um dos temas que será discutido nos dias 26 e 27 deste mês durante o 2.º Encontro Nacional de Grupos de Apoio a Portadores de Hepatites e Transplantados.

De acordo com a Agência Saúde, o evento reunirá representantes do governo e de organizações não-governamentais (ONG). Além das políticas de combate à doença, o encontro também deverá discutir as opções de assistência aos portadores, os transplantes e novos medicamentos disponíveis para tratamento.

As conclusões e reivindicações serão registradas na Carta de Brasília, que servirá de referência para as políticas nacionais.

O Ministério da Saúde estima que, no Brasil, 2 milhões de pessoas sofram da forma crônica da hepatite B. Sem contar os demais subtipos da patologia. Para combatê-los, o governo criou, em 2002, o Programa para Prevenção e Controle das Hepatites Virais e vem intensificando suas ações de vacinação contra a hepatite B.

Segundo a assessoria do ministério, o programa nasceu de um movimento que reuniu profissionais de saúde e organizações da sociedade. “Ele vem sendo implantado de forma heterogênea, conforme a realidade de cada Estado”, salienta a coordenadora Gerusa Maria Figueiredo.

Segundo a Agência Saúde, o combate às hepatites atua em três frentes: prevenção e controle; vigilância epidemiológica e sanitária; e assistência ao portador, garantindo diagnóstico e tratamento.

Para Epaminondas Campos, do Grupo C - ONG de apoio a portadores da hepatite C -, o Brasil está bastante avançado no combate às hepatites em comparação com outros países. Portador da doença, ele elogia SUS, principalmente por oferecer, gratuitamente, os medicamentos de controle da doença, que são muito caros, segundo ele.

“O que precisamos fazer é lutar para que todos os Estados e municípios cumpram as diretrizes do programa, como a manutenção dos exames de biologia molecular, que diagnosticam a doença”, destaca.

Prevenção

A prevenção é feita com a vacinação contra hepatite B. A meta nacional para este ano é imunizar pelo menos 3,3 milhões de crianças menores de 1 ano e 27 milhões de brasileiros na faixa etária de 1 a 19 anos - totalizando mais de 30 milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como medida preventiva, a vacinação também estende-se a cerca de 600 mil pessoas que têm maior risco de contaminação pelo vírus tipo B da doença. Neste grupo estão incluídos usuários de drogas, pacientes imunodeprimidos, profissionais do sexo, profissionais da saúde, pessoas que mantêm relações homossexuais e presidiários. A vacina está disponível em toda a rede pública do SUS.

A imunização é feita em três doses. A primeira é administrada logo após o nascimento. A segunda deve ser dada ao final do primeiro mês de vida e a terceira, aos seis meses.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que cerca de 400 milhões de pessoas no mundo estão cronicamente infectadas pelo vírus da hepatite B. Um grupo que está exposto a graves complicações, que evoluir até a necessidade de um transplante de fígado.

O fígado é o órgão responsável por transformar os alimentos em energia. Ele também funciona como regulador do gasto de energia em maiores ou menores quantidades, garantindo disposição ao indivíduo.

____________________

Leia mais sobre este assunto

• Projetos-piloto de combate à doença

Comentários

Comentários