É de conhecimento geral que o mundo tem se tornado eletronicamente avançado. A grande evolução foi a invenção da televisão. Passamos a conhecer um cotidiano além do que está à nossa volta. Porém, esse meio de comunicação trouxe a solidão para muitos. Iludidos por uma fantasiosa realidade somos induzidos a nos decepcionar com a nossa. Ou na televisão tudo não parece perfeito? As pessoas são sempre felizes, os amores são realizados e assim, nessa nostalgia, vamos vivendo. Somos escravos de uma nova era - tomamos a morfina da televisão para não perceber o câncer que ela nos provoca. Mas se possuímos o livre-arbítrio por que não escolher o que podemos ver? Quando somos deparados com algo que nos leva a pensar, nos sentimos abandonados, talvez porque não haja o hábito do pensar, do discutir. Obrigam-nos a comprar, nos induzem a beber, nos dizem o que devemos fazer e o que temos que ser. E é assim que vamos nos tornando robotizados frente a essa máquina e deixamos que o convívio definhe, que o mundo pós-janela se escureça para nossos olhos. Perdemos a ânsia do viver, do ser espontâneo. Destarte é necessário que o meio televisivo seja algo racional, não um comprimido anestésico tomado homeopaticamente.
Nathália Fernanda da Silva - estudante