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Cemitério vertical de Bauru estará pronto em dois meses

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O primeiro cemitério vertical de Bauru, localizado ao lado do Cemitério da Saudade, na Vila Cardia, poderá ser visitado a partir da próxima terça-feira, quando as vagas do primeiro pavimento começam a ser comercializadas. A previsão dos empreendedores é inaugurar a obra dentro de dois meses. Na primeira fase, estarão disponíveis 414 vagas, mas o projeto completo prevê dois blocos com sete andares e 5.796 unidades no total.

O gerente do cemitério vertical, Adriano Sassi, acredita que o movimento das vendas ganhará força com a chegada de Finados, no próximo mês, e que o local chamará a atenção das pessoas. “Vamos oferecer desde o funeral completo até o lóculo (gaveta de sepultamento)”, afirma.

Segundo ele, cada lóculo é capaz de abrigar seis corpos, desde que eles não sejam colocados simultaneamente e que respeite um intervalo mínimo de três anos. Há ainda mausoléus à disposição, compostos por 18 gavetas. Sassi preferiu não revelar, porém, qual seria o custo para a aquisição das vagas.

Para Marcos Antônio Cafeo, responsável pela comercialização dos lóculos, o cemitério não será uma obra elitista. “Pretendemos atingir todas as camadas sociais, até pela forma de parcelamento, que será feita em até 120 vezes”, diz.

Os lóculos podem ser utilizados de duas maneiras. Na primeira, o caixão é colocado na gaveta de sepultamento e, quando o corpo estiver decomposto, os restos mortais são armanezados em uma pequena urna. A segunda possibilidade é a cremação e, neste caso, apenas as cinzas são sepultadas. O cemitério não terá crematório, mas o serviço será oferecido em contrato e feito em outro local.

Aceitação

Quando começou a ser construído por entidades filantrópicas, em 1996, o cemitério vertical, que passou para a iniciativa privada em 2000, despertou o descontentamento de parte dos moradores da região. Para Adriano Sassi, porém, essa situação se alterou ao longo dos anos. “Nosso relacionamento com a vizinhança é excelente. Que eu saiba, não tem nenhum reclamante”, afirma.

O gerente acredita que os moradores mudaram de opinião a partir do momento em que passaram a entender melhor o projeto. “Antes, eles não sabiam como era. Os antigos empreendedores levaram a comunidade para conhecê-lo e afastaram qualquer preocupação. Além disso, não deixa de ser um ponto turístico”, opina.

A aposentada Terezinha Ricci, que mora em frente ao prédio, diz que não se incomoda em ser vizinha do cemitério vertical. “A gente já está perto de um, que é o da Saudade, mas esse é diferente, mais bonito”, diz.

A pensionista Antônia Brega, que também mora na mesma rua do empreendimento, concorda. “Vai ficar mais bonito por aqui. Melhora a aparência da rua, porque é uma construção nova, algo difícil de encontrar na vila”, declara.

Ela faz, porém, uma ressalva. “A gente só poderá tirar uma conclusão definitiva quando o cemitério estiver funcionando”, declara.

Além do Cemitério da Saudade, Bauru conta hoje com os cemitérios do Redentor, São Benedito e Cristo Rei, todos administrados pela prefeitura, além do Jardim do Ypê, particular.

• Serviço

O cemitério vertical poderá ser visitado a partir de terça-feira, na rua Ezequiel Ramos, 15-51. O telefone para outras informações é (14) 3222-7170.

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