Agudos - O concurso público realizado mês passado pela Prefeitura de Agudos (18 quilômetros a Sudeste de Bauru) para preenchimento de 30 vagas em diferentes setores está sendo contestado pelo vereador Paulo Condi (PSDB).
O parlamentar alega que não houve transparência na divulgação dos resultados e que alguns funcionários que prestam serviço temporário para a prefeitura estariam sendo beneficiados.
Ele solicitou de seu advogado particular que entre com um mandado de segurança para anular o concurso.
De acordo com Carlos Alfredo Benjamim de Lazari, advogado do vereador, ainda não há previsão de quando a Justiça deverá ser acionada. “Ainda faltam alguns dados (para compor a ação)”, explicou ele.
O vereador critica o fato de a prefeitura ter divulgado apenas o nome dos 20 classificados para a segunda fase do concurso, sem, no entanto, publicar a nota de cada candidato.
Condi entende que, desta forma, dá margens para que alguns concorrentes sejam beneficiados.
O vereador alega ainda que um candidato a servente foi classificado no grupo destinado a deficientes, mas o mesmo, segundo Condi, gozaria de saúde plena.
Outra denúncia levantada pelo parlamentar é quanto a um suposto motorista de ônibus, que já trabalha para a prefeitura, não saber escrever. Mesmo assim, ele teria sido classificado para a segunda fase.
Sem fundamento
Para o prefeito José Carlos Octaviani (PMDB), nenhuma das denúncias levantadas pelo vereador têm fundamento.
Segundo ele, todos os candidatos que prestaram o concurso ficaram com o gabarito das respostas e por isso eles sabem quantas questões acertaram.
De acordo com o edital do concurso, estaria habilitado para a segunda fase os candidatos que acertassem pelo menos a metade das questões. Dentre esses, apenas os 20 primeiros classificados participariam da segunda fase.
Quanto ao fato de classificar como deficiente um candidato que goza de saúde plena, Octaviani argumentou que o mesmo teria apresentado laudo psiquiátrico comprovando suas limitações mentais. Por isso, disputa a vaga no grupo destinado a deficientes.
Sobre o suposto motorista que não sabe escrever, mas passou nas provas, Octaviani disse que renuncia ao mandato de prefeito caso o vereador consiga provar a denúncia.
Caso a acusação não fique comprovada, Octaviani desafiou o vereador a fazer o mesmo. “É impossível um motorista, com habilitação para dirigir um ônibus, não saber ler nem escrever. Isso apenas mostra a precariedade das denúncias feitas pelo vereador”, criticou Octaviani.
O prefeito destacou ainda que o concurso não foi realizado pela prefeitura, mas por uma empresa terceirizada.
“Eu também não gostei do resultado do concurso”, declarou Octaviani. Segundo ele, entre os classificados para a segunda fase estão vários candidatos com nível universitário.
“O salário de servente é de R$ 296,00 para realizar o serviço de limpeza e varrição de rua”, informou ele.
“Será que alguém com nível universitário vai trabalhar contente nessas condições? É claro que não vai. A produção dele não vai me satisfazer. Mas isso não me dá o direito de desclassificar ninguém”, justificou o prefeito.
Além das 14 vagas para servente, o concurso irá selecionar ainda candidatos para ocupar uma vaga como soldador, pedreiro, operador de máquinas e quatro vagas para motorista.
Está em disputa também duas vagas para auxiliar de enfermagem, farmacêutico e médico clínico geral e uma vaga para os cargos de auxiliar de farmácia, cirurgião dentista e enfermeira padrão.