Bairros

Engenheiro prefere usar a tecnologia tradicional

Thaís Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Até mesmo o engenheiro da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Bauru, Élcio Mesquita de Paula, prefere a técnica tradicional às empregadas nas casas da Vila Tecnológica.

“Se eu pudesse, faria todas as casas de tijolo comum, que está testado há 5 mil anos”, afirma. Ainda assim, conta que somente nas casas de madeira foram detectados problemas graves.

Nas técnicas empregadas nas casas, são usados os seguintes materiais: concreto com camada de isopor; concreto e madeira; pranchas e pilares de madeira; painéis de isopor, tela de aço e argamassa; tijolos cerâmicos intercalados; painéis e lajes pré-moldadas de concreto armado; painéis de madeira; e montagem de blocos cerâmicos sem argamassa.

Élcio alega que vistoriou todas as casas do bairro e apenas aquelas construídas totalmente em madeira oferecem risco.

Por esse motivo, a Cohab está entrando com ação contra a empreiteira Todeschini. “Houve empenamento dos montantes, estão soltando peças de madeira, há cruzetas de madeira para caixas d’água que só são admissíveis em obras provisórias. Temos que solucionar os problemas das casas de madeira através desta ação”, enfatiza.

As demais falhas, das casas construídas com outros materiais, são comuns, de acordo com o engenheiro. Ele diz que os moradores confundem trincas com rachaduras. “Rachaduras sim ameaçam a segurança da casa”, expõe.

“As outras casas não têm problema estrutural que justifique uma intervenção maior. Às vezes, é uma pequena acomodação do terreno”, observa.

Nos casos em que há fissuras, a casa fica sob observação. Se o problema se agravar, o mutuário comunica novamente a Cohab, que aciona a seguradora. “A seguradora cobre quando oferece risco ou quando é acidente. Não cobre vício de construção sem risco. Eu aciono quando a coisa está mesmo evoluindo”, explica Élcio.

Ele argumenta que vícios de construção nem sempre indicam que a obra foi malfeita. “Poderia haver falha de conservação.”

O profissional assume que parte da responsabilidade é da Cohab, que deveria ter acompanhado o comportamento das edificações. “Não foi feito isso e foi o grande problema. É um erro nosso também”, assume.

“Nós não temos interesse nenhum em deixar a coisa sem resposta”, acrescenta.

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