Política

Câmara vai combater risco-Bauru

Da editoria de política
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A queda da posição da cidade no ranking de investimentos em todo o Estado, conforme levantamento da Fundação Seade divulgado na edição de domingo do JC, ecoou na sessão da Câmara Municipal de Bauru de ontem à tarde. Vários vereadores mencionaram durante os discursos na tribuna da Câmara a necessidade de redirecionamento do projeto de desenvolvimento da cidade para a eliminação dos efeitos do risco-Bauru em relação ao crescimento sustentado e à atração de investimentos.

Para a vice-presidente da Câmara, vereadora Majô Jandreice (PC do B), a comunidade deve reunir os partidos políticos, entidades e demais segmentos organizados para buscar o envolvimento em relação ao projeto de retomada do crescimento. “Temos algumas ações positivas em andamento, mas precisamos ampliar esses projetos em uma discussão muito maior. O alerta está neste estudo da Fundação Seade”, comenta.

Majô lembra que alguns investimentos estão em curso. “O grupo Marca está com projeto de revitalização da estação ferroviária em andamento, o projeto Bauru+10 está discutindo a agenda da cidade para os próximos anos. A Câmara precisa participar deste debate para que Bauru defina como deve agir para mudar essa realidade de estagnação”, cita.

Para Catarina Carvalho (PFL), há mais de cinco anos a cidade enfrenta uma situação de insegurança política. “Precisamos quebrar esse ciclo. A sociedade precisa encontrar o rumo”, comenta.

Paulo Eduardo Martins (PFL) também concorda que o risco-Bauru afugenta os investidores. “Isso já se acumula há alguns anos. Precisamos de indústria e empregos, mas isso não será possível se a crise não for contornada. O Executivo também tem que participar desse processo de forma direta. Falta uma ação direcionada e direta do Poder Público”, resume.

O presidente da Câmara, Renato Purini (PMDB) concorda que a cidade passa por dificuldades. “Este estudo expõe nossas carências e nossos problemas. Precisamos agir para tirar Bauru dessa rota de acúmulo de prejuízos com a redução dos investimentos. Ter uma queda de 66,5% de investimento na comparação de 2002 com o mesmo período de 2003 é muito preocupante”, ressalta.

Purini acredita que parte do reflexo dos indicadores econômicos em queda se deve aos problemas políticos. “Os problemas políticos estão sendo enfrentados, mas eles influenciam gerando perdas para a imagem da cidade. Precisamos buscar ações conjuntas e confiança para quem investe”, reforça.

Ele exemplifica que o município precisa revisar seu Plano Diretor, de 1996, para preparar a cidade para o recebimento de mais investimentos. “A atualização do Plano Diretor é uma das ações necessárias. A revisão gera novas diretrizes para a atração de investimentos”, opina.

Mas o presidente do Legislativo lembra que projetos importantes estão em andamento. “Tenho trabalhado com o Grupo Marca, que está executando as etapas para os investimentos na recuperação e revitalização do centro comercial a partir da estação ferroviária. Mas também estão andando os projetos Bauru+10 e temos outras ações positivas, como a criação do Grupo pró-Bauru. Outra etapa importante é a finalização das obras do aeroporto, que será o grande propulsor para a cidade nos próximos anos”, complementa.

Indicadores diversos

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) acredita que a cidade precisa redefinir as estratégias para crescer. “O plano estratégico está sendo discutido. Precisamos deixar claro o que queremos, por onde começar e onde queremos chegar”, avalia. Ele acha que as variáveis para o desenvolvimento levam em conta itens econômicos, políticos, ambientais e sociais.

Faria Neto (PDT) considera que a perda de fôlego na atração de investimentos se reflete na queda dos níveis de emprego e renda. “A perda do emprego é um grande problema e nos mostra que os investidores estão se distanciando, perdemos riqueza e as famílias dependem de emprego. Além do que o emprego amplia as fontes de arrecadação municipal”, discursa.

João Parreira (PSDB) ratifica que a cidade perde espaço. “Bauru vive de ciclos políticos em sua história e depois do ciclo da era Franciscato temos vivido um profundo vazio político. A cidade está carente de um novo líder que assuma o comando desse projeto e precisa de alguém que realmente a governe nesse processo”, finaliza.

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