Bairros

Entidade diz que não deixará o prédio

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

A vice-presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), Ângela Maria Heiffing da Silva, diz que recebeu a notificação da Prefeitura Municipal e que não vai entregar as instalações do canil, como foi requisitado através do processo administrativo. “Isso é ponto categórico: nós não vamos sair de onde estamos”, frisa.

Ela salienta que não tem onde colocar os 500 animais que estão sob custódia da Uipa atualmente. “Eu não vou entregar os animais para a prefeitura”, destaca.

Ela diz que o canil foi construído com recursos da entidade e que não há possibilidade de entregar a estrutura para a prefeitura. “Eles (administração municipal) receberam R$ 280 mil do governo federal para cuidar do Centro de Controle de Zoonoses e querem desabrigar a Uipa? Por que não usam esse dinheiro para construir um outro canil?”, questiona Silva.

Gonçalves Neto explica que tanto o terreno quanto a estrutura pertencem à prefeitura e que a urgência na retomada das instalações se deve ao agravamento da epidemia de leishmaniose na cidade. “Se tivéssemos essa estrutura hoje, o trabalho de controle da doença estaria mais adiantado”, ressalta.

Ângela lembra que há cerca de quatro anos, a Uipa também havia recebido uma notificação da prefeitura para desocupar o canil. Na época, o impasse foi resolvido em audiência pública na Câmara Municipal.

De acordo com reportagem publicada pelo Jornal da Cidade na época a Secretaria Municipal de Saúde concordou em deixar a entidade instalada no local, desde que fosse construído um muro separando o CCZ da Uipa, a fim de evitar a contaminação dos animais.

Na ocasião, a então secretária municipal de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, havia salientado que poderia sofrer pressões de diversos setores da sociedade caso houvesse uma epidemia na cidade.

Silva ressalta que a Uipa está utilizando a área cedida pela prefeitura há 20 anos e que não tem porquê sair de lá, já que usa o espaço para prestar um serviço à população, cuidando de animais errantes.

De acordo com Gonçalves Neto, o processo de despejo da entidade ainda corre no setor administrativo da prefeitura. Ele acredita que, se a notificação não for atendida dentro do prazo, a administração municipal deverá tomar as medidas jurídicas cabíveis com relação ao caso. “O fato é que temos um agravante, uma doença que está se alastrando pela cidade e essa é a alternativa mais rápida que temos para intensificar o controle do problema”, ressalta.

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