Polícia

Bombeiros alertam para riscos de afogamento

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O registro de três mortes por afogamento na região durante o último fim de semana faz com que o Corpo de Bombeiros reforce o alerta sobre os riscos de se nadar em lagos, represas e rios. As três vítimas estavam no rio Tietê, sendo duas em Igaraçu do Tietê e outra no distrito de Potunduva, em Jaú.

O tenente Marcos Ricardo Poloniato, do Corpo de Bombeiros de Bauru, que atende 70 municípios da região, afirma que o ideal é que as pessoas jamais se arrisquem a nadar em locais que não sejam piscinas. “O que verificamos, infelizmente, é que nem todos seguem essa orientação”, afirma.

Segundo ele, é possível até traçar um perfil dos afogados. “Normalmente, são homens, que têm entre 15 e 30 anos. O horário em que eles se afogam é entre 12h e 17h, ou seja, no período após o almoço. A pessoa come, bebe, entra na água e acaba passando mal”, declara.

Poloniato lembra que, ao ver alguém se afogando, as pessoas não devem nadar até o local para fazer o socorro. “Elas podem acionar o telefone 193 e jogar algum objeto que flutue, como bóia, corda ou estepe de carro para que essa pessoa possa se agarrar. Às vezes, um exímio nadador tenta se aproximar, mas é agarrado, não consegue se desvencilhar da outra pessoa e acontece um afogamento duplo ou até triplo”, revela.

Pontos críticos

O tenente elege as lagoas da Quinta da Bela Olinda e do pesqueiro Sakai, ambas em Bauru, e os trechos do rio Tietê em Pederneiras e na Prainha de Arealva como os pontos mais críticos para a ocorrência de afogamentos.

Ele afirma que presenciou situações de perigo ao passar pela lagoa da Quinta da Bela Olinda no último fim de semana. “Havia banhistas, crianças e adultos, dividindo espaço com jet sky. Isso é um grande risco. Outro alerta importante é para que as pessoas que vão praticar esportes náuticos usem sempre coletes”, diz.

Poloniato acredita que o número de afogamentos, principalmente em represas e lagoas, poderia ser diminuído com a adoção de medidas por parte dos proprietários. “Talvez, se eles colocassem placas alertando para o perigo ou proibindo nadar naquele local, isso inibisse as pessoas”, sugere.

Ele explica que não há como o Corpo de Bombeiros realizar uma fiscalização mais ampla, já que a área de cobertura na região é muito grande, mas que a corporação tem procurado fazer um trabalho preventivo. “Temos feito palestras em escolas e indústrias sobre esse tema. Além disso, temos mapeado a região para definir as áreas onde ocorre maior índice de afogamentos”, diz.

O tenente lembra, ainda, que a utilização de piscinas também exige cuidados. “Os banhistas não devem nadar após o almoço, precisam ficar atentos às crianças, não deixando-as brincar sozinhas, e devem evitar mergulhos em locais muito rasos, pois há casos de paraplegia e tetraplegia”, afirma.

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