Política

Advogada acusada de crime de extorsão

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A delegada assistente da Seccional de Bauru, Cláudia Garms Armani, enquadrou a advogada Solange Diniz Santana em crime de extorsão, cuja pena varia de quatro a dez anos de prisão. A advogada foi presa em flagrante no último dia 21, após receber da servidora da Câmara Municipal Solange Maria Fichio envelope com cerca de R$ 800,00, quantia referente ao vale de seu salário mensal.

O dinheiro, segundo a funcionária do Poder Legislativo, fazia parte de um acordo que teria sido firmado entre Solange Diniz e seu ex-marido, o ex-vereador Roberto Bueno (PTB), para pagamento de pensão alimentícia. A servidora da Câmara destinava parte de seu salário a advogada há mais de dois anos, sob ameaça de perder o emprego.

A partir da prisão em flagrante, a delegada da Seccional correu contra o tempo para encerrar no prazo de dez dias - vencido ontem - o inquérito policial instaurado para apurar a denúncia. Solange Diniz é funcionária da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

O processo agora segue para o Poder Judiciário, que poderá oferecer denúncia contra a advogada, arquivamento ou solicitar novas diligências.

A denúncia

As investigações de denúncia de extorsão começaram há mais de um mês quando a notícia chegou ao promotor criminal João Henrique Ferreira através do assessor parlamentar da Câmara, Nélio Souza Santos. Ele presta serviços ao vereador José Clemente Rezende (PDT).

As polícias Civil e Militar montaram esquema de captação de imagens e áudio, além de gravação de telefonemas, para comprovar a denúncia.

Uma câmera de vídeo, com áudio sintonizado através de microfone fixado na assessora parlamentar, registrou a entrega do dinheiro por volta das 12h30 do último dia 21, nas imediações da Câmara Municipal.

A operação foi comandada pelo comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira. Depois de uma rápida conversa entre a assessora do Legislativo e a advogada - que permaneceu no interior do seu carro -, foi consumado o flagrante pela PM. A funcionária da Emdurb foi encaminhada à Delegacia Seccional para prestar depoimento. O ex-vereador também poderá ser enquadrado em ação criminal se ficar comprovado seu envolvimento no fato. A regra de direito é clara: todo aquele que concorre para o resultado, responde por ele.

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