Tribuna do Leitor

Cohab da mãe Joana


| Tempo de leitura: 2 min

Dr. Rubens Spíndola: da mesma forma que, há alguns anos, em público e nessa mesma Tribuna, manifestei-me por sua enérgica conduta durante o trágico período protagonizado por Izzo Filho e seus asseclas, sou obrigado a trilhar o caminho inverso, exatamente por não me desviar dos meus conceitos de ética e moralidade. E faço-o com pesar, pois a amizade e o apreço que nutria por sua pessoa era fruto de uma visão bastante diferente do Rubens Spíndola presidente da Cohab.

E, com tanta gente ociosa, mas mais preparada para assumir qualquer função, foi logo contratar César e Valentim, duas figuras tão efêmeras para o interesse público quanto os rojões que eles soltavam na época do Izzo, de quem eram fiéis e despojados defensores, enquanto xingavam Nilson. Depois do Izzo, soltaram rojões para o Nilson Costa e se aproximaram do novo alcaide com a mesma fidelidade; depois do Nilson, soltaram rojões para Dudu e xingaram Nilson (de novo). Por falar em rojões, quem não se lembra do episódio dos rojões que explodiram na frente da prefeitura, ferindo um garoto e danificando uma residência? Justo eles, que faziam chacotas quando o senhor falava contra o Izzo?

Dr. Rubens. Argumentar que contratou porque “tinha necessidade de contratar” aqueles 4??? Essa frase foi clonada dos piores políticos desse país, inclusive daquele criminoso que ficou 4 anos preso e que deu “asas” aos mesmos asseclas que o senhor contratou. E, por culpa de atitudes como essa, esse País não se livra dos aproveitadores, dos puxa-sacos e dos corruptos que sangram rotineiramente o erário. Acredito que o mais sensato, Dr. Rubens, seria pagar do seu próprio bolso os R$ 19.000 para não carregar na consciência que foi o responsável por mais esse ato com o dinheiro municipal.

Exatamente em nome da sinceridade e respeito que sempre manifestei em nossa amizade, confesso que me decepcionei. Minha “fidelidade canina” é com meus conceitos de honestidade, e não com quem me faz agrados. Há longa data Bauru tem dois times: o dos mocinhos e o dos bandidos. Certamente o senhor subiu no conceito dos quatro contratados, com o Dudu e até com o Izzo, mas seus amigos de outrora, nos quais eu me incluía, não “jogam” nesse time. Talvez eu não o conhecesse direito; talvez não conhecesse os meandros sujos da política.

Ivan Garcia Goffi - OAB/SP 165.173

Comentários

Comentários