Economia & Negócios

Mega-Sena, Quina e Loteca sofrem reajuste de até 100%

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Está mais caro fazer uma “fezinha” nas loterias da Caixa Ecnômica Federal (CEF). Desde anteontem, as apostas na Mega-Sena, Quina e Loteca sofreram reajuste e algumas regras de premiação foram alteradas. A aposta simples da Mega-Sena subiu 100%, passando de R$ 0,50 para R$ 1,00. O mesmo ocorreu na aposta mínima da Loteca, que será de um duplo a R$ 1,00, e da Quina, que passou de R$ 0,25 para R$ 0,50.

De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, o objetivo é tornar os prêmios mais atrativos devido à arrecadação maior e, por conseqüência, aumentar o repasse aos programas sociais do governo federal. O banco estima que estes valores devem saltar de R$ 1,4 bilhão em 2002 para R$ 1,8 bilhão ao fim de 12 meses. O preço das apostas não era reajustado desde 1994.

Assim como a Mega-Sena e a Loteca, o mecanismo de distribuição de prêmios acumulados da Lotomania também será alterado, com o objetivo de premiar valores mais altos na faixa principal. Por outro lado, a faixa de 12 pontos da Loteca foi eliminada, assim como a possibilidade de apostar em oito dezenas na Quina.

Na avaliação de lotéricos, o aumento no valor das apostas mais populares não deve afastar os clientes. “Se aumenta o valor da aposta, aumenta o valor do prêmio. Desde o lançamento do Plano Real, em 1994, a aposta da Mega-Sena custa R$ 1,00”, diz Flávio Carareto, proprietário de uma lotérica em Bauru. “O que não subiu em nove anos? É normal esse aumento”, completa.

De acordo com a gerente de outra lotérica da cidade, Marisa Amaral, até ontem à tarde o movimento do estabelecimento estava normal - e, na opinião dela, deve continuar assim. “Acho que não vai reduzir o movimento, já faz mais de oito anos que estava com o mesmo preço”, diz.

Como o anúncio é recente e grande parte dos apostadores ainda não foi avisada do aumento, a descoberta dos novos preços ocorre na boca do caixa. “A gente avisa antes de efetuar a aposta. A pessoa assusta um pouquinho, mas faz”, conta Marisa.

Entre os apostadores, apesar da má notícia, o jogo deve continuar. O empresário Orlando Alves Rocha conta que costuma fazer seis jogos de seis números na Quina toda semana. Antes, gastava R$ 3,50, e agora vai passar a gastar R$ 6,00. Para ele, que conta já ter ganhado na quadra uma vez, vale a pena gastar um pouco a mais. “Aí que é o negócio: você faz a quadra e depois fica sempre com a esperança de fazer a quina. Quem sabe hoje?”, argumenta.

O mesmo diz o aposentado Cirino Cunha Vasconcelos, que costuma fazer uma “fezinha” duas vezes por semana: “Vou continuar apostando os mesmos sete números. Por enquanto não estou pensando em deixar de apostar, não”.

Já o aposentado Ademar Lopes, que joga duas vezes por semana e costuma gastar R$ 10,00, reclama da eliminação da aposta de oito números na quina. “Eu não achei bom isso aí, não. Diminuíram os números (para aposta na Quina) e diminuiu a chance de ganhar”, diz. E acrescenta: “Mas ainda é melhor gastar nisso do que em remédio. É uma rotina minha”.

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