Cultura

Love story

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 4 min

Um casal apaixonado, que apesar dos problemas diários, vive em perfeita harmonia. A fórmula “love story”, que aborda temas como carência afetiva e relacionamento, é a síntese da comédia romântica “Tudo de Mim”, que será apresentada hoje, amanhã e domingo, no Teatro Municipal “Celina Lourdes Alves Neves”. Dirigida por Abílio Tavares, a peça traz no elenco Bianca Rinaldi e Petrônio Gontijo, que divide a autoria do texto com Emílio Boechat.

O espetáculo, que se passa nos dias atuais, retrata a história do publicitário Juliano Pinheiro (Petrônio), que, estressado por causa do seu trabalho, resolve tirar umas férias. A pedido de uma amiga, ele aceita hospedar Marcela (Bianca) em seu apartamento.

A moça, que faz um curso de pós-graduação na área de moda em Londres, chega ao Brasil cheia de expectativas e esbanjando alegria. Ao se conhecerem, ambos se apaixonam e logo decidem morar juntos, confirmando a tese de que “os opostos se atraem”.

Segundo Bianca, em entrevista concedida por telefone ao Jornal da Cidade, a peça aborda o cotidiano de um casal contemporâneo, que encontra maneiras de equilibrar seu lado profissional e afetivo, compartilhando seus sentimentos.

“Como todo relacionamento atual, onde as pessoas estão mais voltadas ao trabalho e acabam se distanciando umas das outras, a história conta a vida de um casal que está tentando se comunicar”, diz a atriz.

Com duração de uma hora e meia, o espetáculo é recheado de características românticas. O cenário - que se modifica a cada cena, por meio de luzes diferente - associado ao seleto repertório, que inclui sete canções de Nando Reis, garantem o tom intimista da peça.

Apesar de tratar um assunto complexo - o relacionamento humano - a peça é tratada pelos atores de forma leve e divertida. Bianca explica que as cenas, inspiradas no cotidiano da sociedade, prometem arrancar boas risadas da platéia. “As pessoas vão se sentir em casa”, aponta a atriz.

Pretendendo vivenciar melhor os sentimentos dos personagens, os atores decidiram passar por um processo de auto-conhecimento que contou com a supervisão da psicoterapeuta Helena Martins.

Denominado “Casuloterapia”, o programa trabalhou técnicas de interiorização, que, de acordo com Bianca, ajudou o elenco na composição das cenas. “Nós buscamos uma linguagem simples, colocando nela o que significa para nós se relacionar”, conta.

• Serviço

Peça “Tudo de Mim”. Hoje e amanhã, às 21h; e domingo, às 20h; no Teatro Municipal. Avenida Nações Unidas, 8-9. Informações: (14) 3235-1072.

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Amor garante sucesso

Cada vez mais usada em espetáculos teatrais e também em filmes de cinema, a velha fórmula do “love story” - que traz como receita básica a história de um casal, que acaba superando as dificuldades cotidianas e encontrando a felicidade - está se tornando sinônimo de sucesso.

Um exemplo é a peça “Dois na Gangorra”, que foi apresentada há dois meses no Teatro Municipal. Encenada pelo par Murilo Benício e Giovanna Antonelli, a história prendeu a atenção do público ao retratar cenas de puro romance e pitadas de humor leve, baseando-se em um texto simples: um advogado, recém-separado, que acaba se encontrando ao lado de uma ex-bailarina encantadora.

As cenas, é claro ganharam contornos extras através dos efeitos de luz e som. Isso sem contar no cenário móvel, que ao acompanhar o movimento dos personagens, foi um atrativo a mais para o público, que fez a peça se tornar uma recordista na cidade, com cinco apresentações no total.

Na telona, a história não é diferente. “Os Normais - O Filme”, que já aponta como um das produções nacionais de maior bilheteria do ano, é um exemplo que pode ser destacado. Há duas semanas nos cinemas, o longa conquista a platéia ao contar como o carismático casal Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) se conheceu.

O roteiro - que usa uma linguagem simples e alguns palavrões típicos da Vani - tenta se aproximar das pessoas ao mostrar fatos comuns a todos. Entre eles, casamento, traição e muito romance.

Embora a “love story” não se aprofunde em suas discussões, ao final das exibições, é comum se observar sorrisos, acompanhados da sensação de que a ficção se aproximou (ou tentou chegar perto) da realidade.

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