Dizem que uma das maiores qualidades das mães é não medir esforços e fazer de tudo por seus filhos. De um jeito ou de outro, elas sempre arranjam um “jeitinho” para auxiliar seus “pupilos” e, principalmente, estar a maior parte do tempo possível perto deles.
A fonoaudióloga bauruense Daniela Maria Cury Ferreira Ruiz não foge à regra. Para cuidar das “pimpolhas” Maria Eduarda, 11 anos, e Maria Fernanda, 4 anos, quatro anos, ela cumpre uma rotina de dar inveja aos mais preparados maratonistas.
Mas para isso Daniela também conta com a providencial ajuda do “maridão” Luís Antonio, que ela não cansa de elogiar. “Como minha família não mora em Bauru, ele entende e reconhece que isso é necessário. Mas ele, assim como eu, faz tudo que os filhos precisam com o maior prazer”, ressalta.
Tudo começa logo nas primeiras horas da manhã. Às 6h30, ela levanta, arruma a mesa do café e o marido sai para levar a mais velha à escola, onde entra às 7h15. Quinze minutos depois, a fonoaudióloga acorda Maria Fernanda e assume o volante de seu Fiat Palio para conduzir a outra “pimpolha” à escola.
Na seqüência, Daniela dirige-se ao trabalho, onde permanece até o meio-dia. A partir deste horário, missão dupla: sair para o almoço e buscar a filha mais nova na saída na escola. Após a “hora do lanche”, a fonoaudióloga retorna ao local de “labuta”, não sem antes, todas às terças e quintas-feiras, levar Maria Eduarda ao curso de inglês. “Depois, meu marido as busca”, conta.
No final da tarde, às 17h, Daniela sai do serviço. Engana-se quem pensa que ela encerrou o expediente. “Só no trabalho”, destaca ela. Às segundas e quartas-feiras, a fonoaudióloga tem de conduzir as filhas ao balé e depois buscá-las. Já às terças-feiras e quintas, a “supermãe” entra em ação para o leva-e-traz da natação.
Como se não bastasse tal rotina, Daniela ainda encontra tempo em sua apertada agenda para, três vezes por mês, ministrar aulas fora de Bauru. “Não é sempre e elas são esporádicas. Nessas ocasiões, quem tem de ficar de babá para os filhos é meu marido”, revela a fonoaudióloga.
À noite, Daniela só pára após preparar o lanche das filhas e dedicar um tempo precioso para brincar ou auxiliar nas tarefas escolares das “pimpolhas”. Por isso, o merecido descanso - ufa! - da fonoaudióloga costuma ocorrer após às 23h.
Apesar de enfrentar com disposição de sobra as tarefas do lar, do trabalho e com os filhos, Daniela confessa sentir-se cansada fisicamente em algumas ocasiões. “Mas me animo rápido, pois estar perto dos filhos é uma recompensa que vale a pena todo esforço”, frisa.
Não é à toa que tal momento é classificado “de ouro” pela fonoaudióloga. “É uma oportunidade importante para trocarmos idéias com elas, ver como foi o dia delas na escola, se tiveram algum problema. Quem tiver condição deve fazer isso sempre, pois não é toda hora que temos tempo para conversar com nossos filhos”, enfatiza Daniela.
No trânsito
Como está sempre ocupada, Daniela freqüentemente anda “pra cima e pra baixo” com seu automóvel, atividade que ela encara com naturalidade. “Bauru é tranqüila para rodar”, considera.
Apesar disso, ela admite que, como o relógio era um de seus principais “inimigos”, freqüentemente pecava pela imprudência. “Dava algumas exageradas”, reconhece a fonoaudióloga. “A correria do dia-a-dia nos torna pessoas individualistas e egoístas no trânsito. Por isso, estou tentando ser mais educada e cortês”, afirma.
Para Daniela, seu único mal é ser “apressadinha”, defeito que ela garante já estar se policiando. “Principalmente quando estou com as crianças”, diz a fonoaudióloga. Outro hábito, que ela abandonou após conscientizar-se do perigo e também tomar duas multas, foi o celular ao volante. “Vivia falando com o telefone na direção. Mas percebi que era perigoso e, atualmente, quando ele toca estaciono imediatamente o carro.”
Daniela também jura que nunca foi vítima de preconceito dos “engraçadinhos” que adoram zombar de mulheres no trânsito. “Tenho facilidade para dirigir e, principalmente, estacionar em vagas pequenas. É só me dar uma direção hidráulica”, brinca.
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Perfil
Nome: Daniela Maria Cury Ferreira Ruiz Idade: 36 anos Profissão: Fonoaudióloga Estado civil: Casada, dois filhos Hobby: Ler e assistir filmes Signo: Virgem Cor favorita: Verde Um lugar bonito: Fortaleza (CE) e Paris Time do coração: Corinthians
Para quem você nunca daria carona?
“Para todos os apresentadores de programas exibidos na televisão com conteúdo apelativo.”
E quem você faria questão de ter como passageiro?
“O Lula. Estou apostando nele e confiando que ele fará um bom trabalho na Presidência da República.”
O que mais lhe irrita no trânsito bauruense?
“A pressa das pessoas, inclusive a minha. Não gosto que andem colado em mim.”
Que nota você daria aos motoristas de Bauru?
“Sete.”