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Mulheres indígenas cobram vagas em universidade

Rose Araujo
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Igualdade de cotas para índios nas universidades e aperfeiçoamento dos profissionais da educação. Estas foram as principais reivindicações debatidas no 2.º Seminário Regional das Mulheres Indígenas Paulistas, encerrado ontem, em Bauru.

De acordo com a coordenadora do encontro, Jupira Manoel Sobrinho, não basta ter professores dentro das aldeias, é preciso que eles tenham qualificação e possam promover um ensino eficaz ao povo. “Nós lutamos pela igualdade entre os povos”, destaca.

Do seminário, será produzido um documento com as reivindicações das mulheres indígenas, a ser entregue para representantes dos governos federal, estadual e municipal.

Jupira destaca que contará nesta carta pedidos nas áreas de saúde, políticas públicas, geração de renda e fim da discriminação contra a mulher.

Segundo ela, a edição deste ano está mais fortalecida, devido a um maior interesse por parte dos índios. “Foi muito positivo o seminário e temos esperança de conseguir concretizar os nossos pedidos.”

Participaram do evento, que durou quatro dias, no Obeid Plaza Hotel, índios de cinco etnias: terena (do Mato Grosso do Sul e de São Paulo), kaywa, tupi-guarani, karajá, pankaru e kaingang.

Para reforçar os debates, Jupira contou com a participação de mulheres com força representativa em suas respectivas tribos, como Dirce Kaiwa e Enir Terena, que veio de Mato Grosso do Sul para o evento.

A coordenadora do seminário salienta que vai cobrar uma audiência com o prefeito Nilson Costa (PTB) com o objetivo de reivindicar a criação de um museu do índio em Bauru. “Tem gente que desconhece o fato da cidade ter índios. Está na hora de mostrar a nossa força e exigir mais respeito do poder público com relação aos nossos direitos”, salienta.

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