Bairros

Programas federais serão unificados a partir de 2004

Rose Araújo
| Tempo de leitura: 2 min

Na tentativa de otimizar os programas de assistência social, o governo federal está unificando seis programas de auxílio à população de baixa renda. São eles: Bolsa-Alimentação, Bolsa-Escola, Erradicação do Trabalho Infantil, Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano, Auxílio-Gás e Fome Zero.

Os benefiados receberão o Cartão Cidadão, com o qual poderão sacar os recursos em terminais eletrônicos da Caixa Econômica Federal (CEF).

A secretária municipal do Bem-Estar Social, Darlene Martin Tendolo, estima que, em Bauru, 20 mil famílias sejam inseridas nessa assistência. “Esse programa é voltado para famílias que tenham renda per capita de meio salário mínimo (R$ 120,00)”, explica.

O principal reflexo dessa mudança para a população deverá ser a facilidade de ter acesso aos programas, que fornecem uma pequena ajuda de custo dependendo da modalidade.

O menor valor é referente ao Auxílio-Gás, que paga R$ 7,50 bimestralmente para os beneficiados. Já o maior - Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano - chega a R$ 65,00.

De acordo com Tendolo, uma mesma família pode acumular mais de um benefício, recebendo a soma deles. Mas ainda não está definida a maneira como isso vai se dar.

Para a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Egli Muniz, a iniciativa da unificação dos projetos é positiva. “Tudo o que funciona de modo disperso tende a se perder. Acho que a junção dos programas vai agilizar o pagamento dos benefícios para a população”, salienta.

Já a coordenadora do Projeto Girassol (entidade ligada ao Centro Espírita Amor e Caridade), Lúcia Helena Turini, ainda mostra-se ressabiada com essa mudança. “A burocracia para selecionar quem tem direito ao cartão vai aumentar, o que pode complicar o atendimento”, diz.

Por outro lado, ela aposta num cuidado maior dos pais com relação à vacinação e à escolaridade dos filhos. “Como para receber o benefício é preciso estar em dia com a carteira de imunização e com a matrícula escolar, acho que vai funcionar nesse sentido”, salienta.

A desempregada Silmara Aparecida Bento, moradora do Ferradura Mirim, está empolgada com a possibilidade de ser incluída no Cartão Cidadão. “Agora que perdi o meu emprego, vou me cadastrar para ver se consigo alguma ajuda do governo”, destaca.

Ela tem um filho de 6 anos e o marido trabalha como autônomo. A renda da família, no entanto, é baixa e ela reclama que assim as coisas ficam muito complicadas. “No bairro, falta muita coisa, como escola, posto de saúde, iniciativas que incentivem a geração de renda. A gente se sente perdido e precisa de uma ajuda para sobreviver”, destaca.

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