Os desmatamentos aliados ao mau uso do solo, ao assoreamento e às erosões são as principais causas da morte de vários córregos e nascentes que margeiam a rodovia Marechal Rondon, no sentido Bauru-Lençóis Paulista.
No lugar de um córrego, hoje existe um pasto onde os animais procuram pela água, mas encontram apenas areia. Segundo um dos integrantes da Instituto Vidágua, o vereador Rodrigo Agostinho, naquela região ocorreram as “mortes” de vários córregos, afluentes do rio Batalha.
A situação só não é mais grave porque uma equipe de técnicos realiza, desde dezembro do ano passado, uma fiscalização para apurar danos causados à bacia hidrográfica do rio Lençóis.
Segundo o engenheiro agrônomo, Oswaldo Júlio Vischi Filho, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária de Campinas, o trabalho visa a conservação do solo e, conseqüentemente, a preservação dos córregos que abastecem a bacia do rio Lençóis. “Os proprietários rurais que foram autuados têm que apresentar um projeto de recuperação.”
A erosão, segundo ele, é o principal problema detectado na região. “A conservação do solo envolve várias práticas. Esta semana estamos fiscalizando uma área de mais de 10 mil hectares, afluentes do ribeirão Faxinal, uma microbacia.”
Pela programação da coordenadoria, que conta com o auxílio do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) Bauru, a bacia do rio Lençóis, com 90 mil hectares, deve ser concluída até 2004.
Vischi Filho garante que a nascente do rio Lençóis não morreu. “A nascente tem muitas minas e a principal delas está ativa. Na altura do seminário de Agudos, há uma área bastante devastada”, comenta.
Ele alerta que do uso, conservação e preservação do solo depende a vida dos córregos e rios. “A chuva cai sobre o solo limpo e escorre para o rio levando areia. Quando há mata ciliar e plantações, isso não ocorre, preservando a água e o curso normal dos rios e córregos.”
Providências
Jaú
• Concluiu estação de tratamento de esgoto.
• O município foi condenado, em ação civil pública movida pelo MP, a implantar o aterro sanitário. A atual administração fez um projeto e aguarda a aprovação pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente.
Itapuí
• Cidade foi condenada a tratar o esgoto e projeto está sendo feito pela Cetesb.
• Implantou o aterro sanitário após ação judicial.
Mineiros do Tietê
• Construiu aterro sanitário após firmar acordo com o MP.
• Está executando o tratamento de esgoto.
Bocaina
• Possui aterro sanitário.
• Tem tratamento de esgoto, mas o MP propôs ação civil pública para melhorar o sistema e aguarda a citação da prefeitura.
Fonte: Ministério Público