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Vigilância quer mudança para reabrir hemodiálise

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

O Hospital de Base (HB) de Bauru terá que modificar os procedimentos de manuseio de pacientes e materiais para poder reabrir a sua unidade de hemodiálise, fechada desde o início de outubro. A decisão foi tomada ontem, em São Paulo, durante uma reunião entre representantes da Vigilância Epidemiológica e Sanitária e o dirigente da Diretoria Regional de Saúde de Bauru (DIR-10), Affonso Viviani Júnior.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, o laudo feito pelo Instituto Adolfo Lutz demonstrou que não há nenhum problema com a água coletada para análise, mas foram detectados pontos frágeis em relação aos procedimentos adotados pela unidade de hemodiálise.

O resultado do encontro será comunicado aos representantes do hospital amanhã, durante uma reunião na DIR-10.

O administrador da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), entidade mantenedora do HB, José Cardoso Neto, acredita que as alterações exigidas pela Vigilância poderão ser resolvidas rapidamente. “As normas de procedimento e manuseio são uma evolução em nível nacional. É um aperfeiçoamento e todo aperfeiçoamento é bem-vindo”, diz.

A unidade de hemodiálise do HB foi fechada depois que pacientes reclamaram de mal-estar após as sessões do tratamento. O hospital chegou a detectar a presença de bactérias nos canos da rede de água e determinou a troca da tubulação, filtros e peças.

Desde a interrupção dos serviços de hemodiálise, os 105 renais crônicos que fazem tratamento no local estão sendo obrigados a viajar três vezes por semana para cidades da região, o que tem gerado insatisfação por parte deles.

O administrador da AHB afirma que entende as reclamações dos pacientes. “Só quem vê o rosto das pessoas quando elas sobem no ônibus pode imaginar o que elas estão sofrendo. É uma situação de angústia, mas eles terão melhorias quando a unidade fora reaberta”, declara.

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