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Feiramor ajuda 26 entidades da região

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Pelo menos 26 entidades assistenciais ligadas a centros espíritas na região serão beneficiadas neste ano pelos recursos obtidos durante a 16.ª Feiramor, realizada neste final de semana em Bauru. Os organizadores não sabem informar qual o valor arrecadado, mas garantem que os recursos são fundamentais para as despesas de fim de ano, que aumentam em função do pagamento de 13.º salário para funcionários.

“Não é muito, mas ajuda bem”, garante a coordenadora da feira, Neli Del Nery Prado. Segundo ela, não existe uma estimativa de arrecadação porque o controle é feito individualmente por cada grupo envolvido. “Este ano, temos 44 entidades participantes. Cada uma traz a sua doação”, salienta.

Ela explica que o evento é organizado pela União da Sociedades Espíritas (USE). Para participar, basta ser uma entidade assistencial ligada à filosofia kardecista. “Todo o trabalho é voluntário. São pessoas que trabalham o ano inteiro para trazer produtos para a feira. A Feiramor é o ápice de um trabalho de muitos meses”, comenta.

O grupo que dá apoio às presidiárias de Cabrália Paulista, por exemplo, ensina as detentas a fazer crochê e tapetes. Outro centro espírita que atua num hospital psiquiátrico usa o artesanato como terapia ocupacional para os pacientes, e assim por diante. No mês de novembro, todo o material confeccionado é encaminhado para a Feiramor e o lucro com as vendas retorna às entidades.

“Além disso, há muitas doações feitas por pessoas que freqüentam os centros espíritas. O sorvete deste ano, por exemplo, é oferecido por um membro do centro que tem uma sorveteria. E não existe comissão. Todo o valor arrecadado é revertido para as ações assistenciais”, reforça Neli.

Segundo os organizadores, cerca de 5 mil pessoas passaram pela feira só no primeiro dia de vendas. Além dos mais diversos artesanatos, também havia doces, salgados, refrigerantes, sucos e a Seção Serelepe - um espaço dedicado exclusivamente às crianças.

Freqüentadora da Feiramor há cerca de quatro anos, a dona de casa Geiza Silva, 34 anos, diz que sempre leva alguma coisa para casa. “E estou aproveitando para comprar umas lembrancinhas para o final de ano. Os preços estão bons e, ao mesmo tempo, eu ajudo as creches que eles ajudam”, comemora.

“Conheci a feira no ano passado, a convite de uma amiga. Gostei e vou ficar assídua”, comenta a assistente social Margô Ferreira Alves, 40 anos. Segundo ela, além do artesanato, é admirável também a confraternização, a interação entre as entidades. “E minha filha, que vai viajar, está comprando presentes para todo mundo”, afirma.

Destaque à parte é conferido à decoração, também preparada pelos voluntários. Neste ano, um dos destaques foi um coro montado com papel reciclável. Outro foi o presépio, também feito com material reciclável. “Optamos por fazer os personagens sem rosto, no intuito de salientar que o Natal é a comemoração pela vinda de Jesus”, explica Neli.

Também foi montada uma árvore de Natal feita com caixas de presentes. Cada uma delas acompanhada por um sentimento, entre eles, paz, solidariedade, dedicação, amor e fraternidade. No centro da feira havia uma grande caixa de presentes de onde saíam corações e estrelas.

“Queremos que a Feiramor seja o máximo em doação. Que as pessoas confeccionem o artesanato não para vender, mas por amor àqueles que serão beneficiados, como obras de arte. Porque Natal, para nós, não é uma festa material. É uma festa para Jesus”, encerra.

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