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PM propõe Zona Verde na Getúlio

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 4 min

A Polícia Militar (PM) vai propor à administração municipal a instalação de estacionamento pago em alguns trechos da avenida Getúlio Vargas às sextas e sábados das 23h às 3h e aos domingos das 17h às 20h. Essa é mais uma das alternativas discutidas para resolver o problema de vandalismo registrado na via pública, nos finais de semana.

De acordo com o comandante da 1.ª Companhia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, a idéia é instalar a Zona Verde na avenida para restringir o horário de permanência dos veículos. Para tanto, seria necessário readequar a lei 4.820 de abril de 2002, que regula os estacionamentos na via pública na região central de Bauru.

“Teríamos que alterar um dispositivo da lei. Vamos falar com o pessoal da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), para que eles façam um levantamento. O objetivo é aumentar a rotatividade (de carros)”, explica o comandante.

Segundo ele, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, Primo Mangilardo, estaria agendando uma reunião com a administração municipal.

Um encontro teria sido confirmado para terça-feira pelo chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antonio Sérgio Marsola. Porém, ele e o presidente do Conseg não foram localizados pelo JC. O primeiro não retornou às ligações da reportagem e o segundo estava viajando.

Até ontem à tarde, o presidente da Emdurb Waldomiro Fantini Júnior não sabia da reunião. “A gente está disposto a colaborar com a PM e com o Conseg. Podemos até fazer o teste de proibir o estacionamento na Getúlio Vargas. Mas não fomos informados sobre essa idéia de estacionamento rotativo”, confessa.

Waldomiro aponta algumas dificuldades para executar a proposta, como a contratação de funcionários da Emdurb para trabalhar nas madrugadas aos sábados e domingos. Também demonstrou preocupação com a segurança do servidor que transitaria pela Getúlio Vargas com o dinheiro da venda dos bilhetes.

“Vamos retomar a discussão de tirar o estacionamento na via pública em atendimento à Polícia Militar”, reitera.

Porém, o proprietário de um estabelecimento instalado na avenida, que pediu para ter o nome preservado, prefere a opção do estacionamento pago. “Entre proibir o estacionamento na avenida e cobrar, acho melhor a segunda opção. Assim meu cliente não sairá correndo daqui para tirar o carro da rua”, afirma.

Sérgio Lemos de Oliveira, um outro comerciante, também apóia a nova proposta da PM, mas defende que a hora do cartão seja mais cara que a praticada atualmente. Hoje, o motorista paga R$ 0,75 pelo bilhete da Zona Verde, que lhe dá o direito de ficar uma hora estacionado.

Com o cartão da Zona Azul, o condutor desembolsa R$ 1,00 e pode ficar duas horas estacionado. O quadrilátero da Zona Verde está compreendido entre as ruas Bandeirantes, Ezequiel Ramos, Antonio Alves e Monsenhor Claro. A Zona Azul abrange as ruas acima da Bandeirantes até a rua 7 de Setembro e abaixo da Ezequiel Ramos até a rua Marcondes Salgado, informa a Emdurb.

“Além de aumentar o valor, tem de haver policiais multando. Caso contrário, mesmo com a Zona Verde, os motoristas continuarão com seus veículos parados aqui”, conclui Oliveira.

Também apóia da proposta da PM um morador da Getúlio Vargas, que freqüenta os bares instalados ao longo da via. Porém, ele teme que a iniciativa apenas desloque os motoristas e o vandalismo para as ruas próximas.

A mesma preocupação demonstra o comandante da Base Comunitária Sul, tenente João da Costa Duarte, para quem a avenida é a via mais policiada do município. “Mesmo assim, vamos intensificar as fiscalizações”, conclui.

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Alternativa

A proposta de proibir o estacionamento de veículos em trechos da avenida Getúlio Vagas às sextas e sábados das 23h às 3h e aos domingos das 17h às 20h foi retomada nessa semana, após o arrastão que vitimou pelo menos sete pessoas na via, na madrugada de domingo. Outras duas pessoas foram roubadas no domingo.

Conforme o JC publicou, a Emdurb admitiu reavaliar o assunto, discutido há mais de um ano.

A medida é defendida pelo Conseg Centro/Sul, comerciantes e policiais, que desde agosto do ano passado tentam solucionar os problemas de vandalismo que ocorrem todos os finais de semana na via pública.

Porém, numa reunião realizada em outubro do ano passado na Emdurb ficou decidido que apenas a intensificação do policiamento e a fiscalização referente à venda de bebidas alcóolicas seriam utilizadas para reduzir as ocorrências na avenida. Na época, mais de 300 motoristas foram atuados. Também foram apreendidos quatro veículos, uma arma e mais de 500 latas de cerveja.

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