Política

Candidata prega 'implosão' da OAB

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A candidata à presidência da da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - seccional São Paulo -, Rosana Chiavassa, avalia que chegou a hora de “implodir” a entidade paulista para provocar o nascimento de um novo órgão voltado para o século 21. Na próxima quinta-feira, 27, a OAB-SP elege sua nova diretoria. A advogada encabeça a chapa 18, denominada “Rosana faz acontecer”.

“A OAB de São Paulo não oferece espaço para mudanças. A entidade tem reboque demais. E por isso chega uma hora que não se consegue mais reformar. É preciso nascer uma OAB do século 21. Hoje, ela está envelhecida, rançosa, com idéias antigas e ultrapassadas. O Brasil mudou de cara. Está na hora da OAB mudar de cara também”, defende.

A candidata aponta que sua proposta mais importante é a adoção do princípio da isonomia. “A OAB descumpre a Constituição Federal e trata diferentemente seus pares. O advogado do Interior paga a mesma anuidade que nós, da Capital, e não desfruta de benefícios, como creche, ônibus, psicólogo, dentista, médico. Lá, tem tudo. No Interior, nada”, conta.

A advogada acrescenta, ainda, que o Interior não tem direito nem mesmo a cursos. “E mais: o pessoal também não tem direito a segunda e terceira entrança do Judiciário dada a dificuldades e burocracias para se entrar com recursos especiais. O advogado do Interior é um herói porque ele ainda sobrevive com essa assistência judiciária, que é uma vergonha”, critica.

Para ela, o problema da assistência judiciária é grave. “Só tem uma forma de resolver. Claro, é mudar a tabela. Isso é óbvio. Mas como? Fazendo política de gente grande. O governador Geraldo Alckmin quer ser presidente da República? Ótimo, ele terá de conversar com a OAB paulista. Porque uma campanha pesada de 200 mil advogados inviabiliza a candidatura dele. E se o governador quiser romper com o convênio, a população também não votará nele”, prevê.

Rosana destaca que privilegiou a formação de seu conselho com 70% de representantes do Interior do Estado. “Também defendo a igualdade na questão da anuidade. Cada Estado paga um valor. O Maranhão cobra R$ 250,00; Rondônia, R$ 150,00. E nós, de São Paulo, pagamos R$ 550,00. A OAB paulista sustenta a OAB Brasil. Está na hora de novamente se cumprir o princípio da isonomia. Todos os advogados do Brasil vão ter que pagar a mesma anuidade”, afirma.

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