Há dois anos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou, através de uma pesquisa, que somente 8% dos municípios brasileiros possuíam salas de cinema. Isso também ocorre na nossa região. Principalmente, nas cidades de pequeno porte.
No município de Pirajuí, o antigo cinema é hoje uma igreja evangélica, mas em breve os moradores poderão contar com um equipamento cultural de última geração. Em Avaí, com uma população em torno de 5 mil habitantes, o cinema será reativado.
Na vizinha Piratininga, o Cine Omar, que já foi cartão de visitas da cidade, está fechado e hoje serve de abrigo para pombas. Quem gosta da Sétima Arte é obrigado a sair do município e vir para Bauru quando quer ver um filme que está em cartaz.
Em Lençóis Paulista, a falta de cinema provocou a proliferação de videolocadoras na cidade. Apaixonados por filmes, os lençoenses optaram pelas telas menores para não deixar de ver os lançamentos.
A cidade de Brotas poderá ter um cinema, misto de uma casa de espetáculos, especula-se. Isso porque o antigo prédio que abrigava o cinema foi adquirido pelo cantor sertanejo Daniel. A finalidade que ele dará à casa ainda é incerta.
A população de Bocaina há três anos tem onde assistir seus filmes prediletos. O prédio decadente do Cinema foi reformado pelo município e hoje possui mais de 400 lugares. Funciona somente nos finais de semana, mas atende as necessidades dos habitantes.
Uma sala de multi utilidades funciona na estância de Barra-Bonita. O cinema tem sessões de segunda a segunda, porém, se há previsão da apresentação de peças teatrais, os filmes deixam de ser exibidos dando lugar ao teatro.
A proximidade com Bauru inviabiliza um cinema em Agudos. A população se desloca sem problemas para cá para ver os filmes em cartaz. O município não pensa em fazer funcionar a sala de exibição. Existe previsão para a reforma do prédio que está desativado, mas para ser transformado em um centro cultural.
A falta de lazer em muitas das cidades incentiva a migração dos jovens para os grandes centros. A pesquisa realizada pelo IBGE mostra que os municípios com mais de 500 mil habitantes e que estão nas regiões Sudeste e Sul têm maior oferta de equipamentos culturais.
As cidades localizadas nas regiões Norte e Nordeste são as que menos possuem benefícios. O levantamento aponta que 2,8% dos municípios não têm equipamento cultural ou esportivo como biblioteca, estádio ou ginásio, livraria, loja de CDs e discos, banda de música, orquestra, rádio ou curso universitário.