Tribuna do Leitor

Será que não devemos repensar?


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Partindo da premissa que todos são inocentes até que se prove em contrário, quando leio algumas notícias do JC fico indignado. Certas coisas acontecem com tanta freqüência e são explicitadas de uma forma que tudo parece normal. Noto que ainda existe o voto de cabresto, pois quando o partido decide o voto, todos os seus filiados têm que seguir o mesmo caminho. Sem entrar no mérito da questão, quando do voto para Processante do atual prefeito, dois vereadores que votaram contra estão sujeitos a expulsão do partido. Isso que é política? A decisão tomada pelo partido (que é formada de pessoas) é imune a erro? Não podem seus filiados nunca discordarem? É certo que os partidos políticos têm autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento, devendo seu estatuto estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidária, mas respeitando sempre o bem maior, que é representar seus eleitores e não como um grupo de malfeitores, obedientes a um chefe. Até porque não devemos condenar um grupo todo por atos ou omissões de um único componente. Quando fazemos parte de um grupo democrático, onde a opinião da maioria é expressa pelo voto, mesmo voto vencido, nunca nos distanciamos do objetivo final. Nossa política tem vícios desde a colonização, e por isso todos nós devemos analisar, pois freqüente não é sinônimo de normal. Acredito que cada um deve ter livre arbítrio, votar de acordo com o interesse da coletividade, evitando uma opinião generalizada e, conseqüentemente, injusta.

Maurice Duarte Pires - RG. 11.225.802

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