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Proibição de parar na Getúlio vai a teste

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) vai testar a proibição do estacionamento de veículos entre as quadras 8 e 13 da avenida Getúlio Vargas às sextas e sábados das 23h às 3h e aos domingos das 17h às 20h, dentro de uns dez dias. A decisão foi tomada ontem numa reunião que discutiu alternativas para resolver o problema de vandalismo na via pública, registrado nos finais de semana.

Os motoristas serão impedidos de parar o veículo nesses dias e horários apenas na pista ao lado do aeroporto, conforme explica o comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar, capitão Benedito Roberto Meira. Ele participou da reunião, assim como representantes da administração municipal e da Emdurb, que há um ano discutem soluções para a questão.

As autoridades adotaram a medida (de proibir o estacionamento), quase 15 dias depois do arrastão que vitimou pelo menos sete pessoas na avenida, na madrugada de domingo retrasado. Outras duas pessoas foram roubadas no mesmo dia.

Em resposta, a PM também realizou uma blitz no último final de semana, que resultou em 131 motoristas autuados, 520 pessoas revistadas, 121 veículos e 34 motocicletas vistoriados. A proposta de proibir o trânsito na Getúlio Vargas partiu da PM, que apontou outras possibilidades para resolver o problema na avenida. Entre elas estava a colocação de câmeras de vídeo ao longo da avenida e a instalação de estacionamento pago.

Porém, a Emdurb alegou falta de verba para comprar os equipamentos de vídeo e dificuldade em manter funcionários para vender talões de Zona Verde ou Azul durante as madrugadas, informa Meira.

Convênio

A única nova proposta que ainda ficou de ser analisada pela Emdurb é a ampliação do convênio de trânsito, que delegaria a todos os policiais militares da cidade a possibilidade de autuar motoristas infratores. Atualmente, apenas o efetivo da Polícia de Trânsito, que é composto por 69 homens, pode exercer a vigilância.

“A idéia é fazer uma readequação de área de modo que cada policial realize o policiamento e a fiscalização. Não temos como atender a cidade inteira”, enfatiza o comandante da 4ª Companhia da PM, capitão Nélson Garcia Filho.

Segundo seu colega Benedito Roberto Meira, a Emdurb teria sinalizado positivamente com a possibilidade de ampliar o convênio, logo que ele fosse restabelecido pelo governo do Estado.

Porém, logo após a reunião de ontem, o presidente da autarquia, Waldomiro Fantini Júnior, viajou para São Paulo para pegar o acordo que será assinado com a Secretaria de Segurança Pública. Através dele, os policiais do trânsito receberão novamente a competência de fiscalizar as multas de solo, atribuição da administração municipal.

De acordo com a assessoria de imprensa da Emdurb, o excesso de velocidade, o não-uso do capacete e a utilização do celular ao dirigir são algumas das infrações classificadas como de solo. Sem o convênio, cabe ao policiais militares apenas autuar os motoristas que transitam com a carteira de habilitação vencida ou sem o licenciamento do veículo, por exemplo.

O convênio estava suspenso há cerca de dois meses, desde que o governo do Estado exigiu a atualização de uma lei municipal em desacordo com o novo Código de Trânsito Brasileiro.

“Fizemos a proposta (de ampliar o convênio), que vai ser estudada. A reunião foi proveitosa porque a Emdurb acatou uma solicitação nossa”, conclui Meira.

A proibição do estacionamento, assim como a instalação de câmeras de vídeo ou implementação de uma área Azul ou Verde, não são unânimes entre comerciantes, moradores e usuários da avenida, como retratou o JC em matérias anteriores.

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