Toquio - Além da força de Sérvia e Montenegro e dos EUA, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei terá que superar o cansaço nos dois próximos jogos pela Copa do Mundo que está sendo disputada no Japão.
Depois de dois dias se dedicando apenas aos treinamentos, o Brasil voltará a jogar amanhã, às 4h (de Brasília), contra os sérvio- montenegrinos, e à 1h30 de sábado já estará novamente em quadra para enfrentar os norte-americanos.
E o clima de revanche não poderia ficar de fora. Afinal, o último encontro entre os dois times entrou para a história do esporte mundial. Numa final eletrizante, os brasileiros conquistaram o tricampeonato da Liga Mundial, por 3 sets a 2, em julho deste ano, em Madri (Espanha).
“Não tenho dúvida que a Sérvia e Montenegro vem com tudo. Eu jogo com o Geric (central iugoslavo) e o com Milinkovic (oposto iugoslavo), no Macereta (Itália), e dá para sentir isso neles. Eles vão ter sempre esse gostinho de revanche”, afirmou o capitão brasileiro Nalbert.
Já o técnico Bernardinho ressalta o cansaço e maratona de jogos que a seleção ainda tem pela frente. “Jogamos contra a Sérvia e Montenegro às 15h (horário local) e, em menos de 24 horas, estaremos enfrentando os Estados Unidos (12h30). Espero que os jogadores consigam se recuperar o mais rápido possível e apresentem um voleibol tão forte como o que vem mostrando nos dois últimos anos”, disse o treinador.
A partida de amanhã é encarada como uma final antecipada, já que Brasil e Sérvia dividem a liderança -os brasileiros levam vantagem no saldo de pontos.
“Com certeza a partida entre Sérvia e Montenegro e Brasil está sendo muito esperada. Estamos ansiosos e sabemos que o jogo será muito difícil. Por isso, vamos usar os dias de folga para estudar o time deles ao máximo”, disse Dante.
“Vamos ter que acertar os últimos detalhes, principalmente no bloqueio. Sabemos que os próximos três jogos serão decisivos e a concentração vai ter que ser total. O campeonato começa agora para nós”, completou o meio-de-rede Gustavo.
Um dos mais experientes do grupo, o atacante Giovane concorda. “Essa vai ser a primeira grande final dessa Copa do Mundo”, disse Gigio, sem esconder a ansiedade para o confronto.
“Talvez esse descanso de dois dias sem jogos seja positivo para a nossa equipe porque cria toda uma expectativa para o primeiro jogo. Isso aumenta ainda mais o estado de alerta dos jogadores. Estamos bem fisicamente, acho que até melhor do que quando começamos o campeonato. Agora é ter tranqüilidade nesse final”, completou.
Outro que chama atenção para a força do adversário é o meio-de-rede André Heller que vem sendo um dos destaques da equipe brasileira. “A palavra-chave para esse jogo é concentração. Eles não são aquele time que relaxa se perder um set. São frios, têm um ritmo cadenciado e vão buscar a vitória até o final”, disse.
A Copa do Mundo do Japão garante as três melhores seleções nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.