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Compulsão e exagero podem até causar lesões, alertam professores

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Os professores das academias alertam para um perigo comum quando um adolescente começa a freqüentar – e gostar de se exercitar – na academia: o exagero. Segundo Ana Leda Marques Vianna, coordenadora de musculação de uma academia, muitos alunos novos buscam fazer todas as modalidades da academia, alterando seu ritmo de atividades.

“Precisamos brecar um pouco esta ansiedade e compulsão. Eles querem fazer tudo de uma vez. Temos uma aluna que faz jiu-jítsu, judô, as aulas aeróbias e musculação. Neste caso, orientamos que a musculação seja o mínimo possível, apenas para fortalecer o corpo e ajudar nas outras modalidades”, diz a professora.

Luciano Bufelli, professor de educação física e proprietário de uma clínica de condicionamento físico, comenta que muitos adolescentes realmente procuram as academias na busca de um corpo sarado e musculoso. “Mas não indicamos para garotos de 13 ou 14 anos um trabalho na parte muscular com hipertrofia. O trabalho com eles tem de ser específico para reeducação postural e desenvolvimento da resistência”, diz.

O trabalho com hipertrofia, como citou Bufelli, é o que provoca o crescimento e desenvolvimento dos músculos e é aconselhável apenas para jovens que já sairam da fase de crescimento. O ortopedista Leonardo Barbi diz que o ganho de força e definição dos músculos são elementos à parte na busca pela saúde e totalmente ligado à vaidade.

“Isto requer um trabalho muito pesado, com muito mais carga nos exercícios e suplementos alimentares. É uma opção da pessoa, e se ela faz isto de maneira que não ultrapasse seus limites fisiológicos, não terá prejuízos”, pondera.

No entanto, há o perigo do exagero, tanto na carga dos exercícios como na repetição das séries de atividades, que pode provocar uma lesão nas articulações. Barbi atende diariamente, em seu consulório, adolescentes com este tipo de problema.

“Eles ultrapassam o limite de resistência na academia ou porque usaram cargas exageradas ou por repetições muito freqüentes das séries. A única opção é parar os exercícios até curar a lesão”, conclui.

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