Tribuna do Leitor

Mudanças em nosso quadro de representantes?


| Tempo de leitura: 2 min

O assunto tem merecido atenção especial nos cafés de Bauru, onde a política é assunto indispensável. Lógico que se fala em política local mais pelas falhas cometidas pelos nossos políticos e menos por suas efetivas realizações. A vontade daqueles que têm discernimento é que haja uma mudança radical em nossos quadro de representantes. O descontentamento é geral. Mas como no Brasil o que vale mesmo é a vontade popular e, neste sentido, sabemos que os votos daqueles que ainda não têm um mínimo de formação e informação para tanto, é determinante, dificilmente mudaremos essa realidade, com políticos profissionais e de carreira não deixando espaços para a renovação. Esses já iniciaram ações com suas estratégias através de composições, contando com os pequenos partidos, cujos candidatos quase não têm recursos para as campanhas e seus poucos segundos na televisão são determinantes.

Izzo Filho, por exemplo, embora inelegível, declarou a uma emissora de televisão que está montando uma junção com o máximo possível de pequenos partidos para, no contar final dos votos, ter um representante de cada um desses pequenos partidos em nossa Câmara Municipal tendo, talvez, sua esposa Rosa Izzo (que o representa), a atrair votantes e formar um altíssimo número de votos válidos e transferir o necessário aos que entram através dessa articulação. É uma forma válida para ter representantes na Câmara e continuar atuando com força nas decisões dos destinos da cidade. À sua maneira, é claro, mas que não representa o pensamento dos que sabem separar o jôio do trigo.

A disputa para prefeito parece apresentar seus primeiros contornos, tendo Tuga Angerâmi com um vice do PT, com muita força, de um lado, e Caio Coube, talvez compondo com outro político de peso, a concorrer em outra ponta. Dudu Ranieri insinuou em entrevista à TV Preve que se desencantou com o poder municipal, pela experiência de vinte e poucos dias à frente do executivo. O PFL está definindo sua posição, assim como o PMDB, que tinha em Renato Purini um nome forte, porém altamente desgastado por fatos ocorridos na Câmara Municipal, ainda não esclarecidos devidamente, especialmente junto ao eleitorado. Já é um nome com alto percentual de rejeição, muito embora o pouco tempo de atuação política.

Nilson Costa não está em condições de avaliar sua sucessão em forma de apoio a alguém de seu partido, com apoio do PPS. Sua trajetória nos poucos meses de mandato é que permitirão ao prefeito uma avaliação clara e precisa quanto ao futuro de seu partido e aliados. As próximas eleições começam a ter sua importância na cidade, que vive há anos sob avaliação por inúmeras ações de políticos pouco comprometidos com o melhor para a população. O que vimos nos últimos anos nos meios políticos, nos remete àquela fábula infantil “o cão comeu o gato, após o gato comer o rato e, isto, após o rato comer o queijo”. Cadê o cão?

Renato Cardoso - Publicitário - RG 3.650.683

Comentários

Comentários