Bairros

Região central tem sobra de vagas

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Se por um lado há demanda reprimida em escolas da periferia da cidade, na região central há salas ociosas.

A constatação é da Diretoria Regional de Ensino, que cita a escola estadual Ernesto Monte como um exemplo da sobra de vagas. “Começam a ter prédios ociosos no Centro e explodem os dos núcleos habitacionais, na periferia”, expõe Paulo Maximino, responsável pelo Planejamento da rede estadual.

O Jardim Bela Vista é outro bairro considerado privilegiado. Tem duas escolas que oferecem ensino fundamental e ensino médio e pouca procura entre a comunidade local.

Na escola Luís Braga, que fica no Jardim Europa, a situação é semelhante. Apenas 18% dos alunos atendidos são moradores dos bairros próximos. “Na comunidade dela em si, não tem demanda. É muito pouco”, diz Manuel Arlindo Ornelas, assistente de diretor da unidade.

Isso significa que mais de 80% dos estudantes moram em bairros distantes e, inclusive, na zona rural. Eles dependem de transporte para ir à escola.

A maior parte deles são moradores do Jardim Nicéia, Parque das Nações, Vila Zilo, Águas Virtuosas e Jardim do Ipê. “Principalmente do Jardim Nicéia, que dá quase um ônibus lotado”, diz Manuel.

Mesmo assim, sobram vagas. Em 2003, a Luís Braga teve de excluir duas turmas por falta de alunos. Atualmente, a escola tem 491 alunos, com uma média de 32 estudantes por classe.

“A demanda do Jardim Europa e do Jardim América é muito pequena. Talvez por ser uma comunidade de classe média, o pessoal leva os filhos para estudar em colégio particular”, avalia o assistente.

Comentários

Comentários