O domingo ensolarado e quente atraiu os consumidores para as compras. Ontem, o Calçadão da Batista de Carvalho registrou um bom movimento até as 17h, quando as portas das lojas se fecharam. O próximo domingo, 21, será a última opção de final de semana para os consumidores que desejam fazer as compras de Natal.
Pessoas com roupas leves e cores alegres acompanhadas de filhos, sobrinhos e amigos em clima de descontração total. Esse foi o ambiente de quem optou pelo domingo para passear no Calçadão e, ao mesmo tempo, pesquisar preços e opções de presentes.
Sem a correria do meio da semana e com as lojas um pouco mais tranqüilas, o consumidor ganhou tempo, pechinchou mais e saiu feliz do caixa das lojas, onde deixou parte de seu 13.º salário.
Até mesmo o garapeiro que fica nas esquinas da rua Agenor Meira com o Calçadão estava feliz com o movimento do domingo. “As pessoas estão mais tranqüilas no domingo, sem aquela pressa. Todo mundo fica contente porque se trabalha com mais calma e o atendimento é mais completoâ€, conta o autônomo José Maria Sonega, entre uma e outra espremida de bagaço de cana.
Não é preciso dizer que o forte calor que fez durante o dia de ontem deu um empurrãozinho na procura pela gelada garapa. Mas Sonega se recusa a apontar os números da vantagem. Como se fosse um segredo de Estado, ele diz que adotou a estratégia do sigilo para evitar o “olho gordo†da concorrência.
Enquanto o garapeiro continuava espremendo seu caldo de cana, o som da garapeira não incomodava o motorista Adaltino Aparecido Marques, que observava descontraidamente as vitrines do Calçadão à procura de roupas para filhos e sobrinhos.
“Trabalho a semana inteira. Ainda bem que o comércio decidiu abrir as portas aos domingos neste final de ano. Não sei como iria fazer as compras se tivesse que vir para o Centro no meio da semanaâ€, conta.
Para os filhos e sobrinhos que o acompanhavam, tudo era festa e motivo de curiosidade. Afinal, não é sempre que se tem a oportunidade de passear no Calçadão. Portanto, a ordem era aproveitar ao máximo, mesmo que isso significasse alguns beliscões para lembrar o bom comportamento.
Num rápido giro pelas quadras da Batista é possível descobrir vários perfis de consumidores. Tem aquele que, mesmo sendo domingo, caminha a passos largos na busca de seus objetivos. Há outros que podem ser comparados à tranqüilidade dos mineiros. Tudo é feito sem pressa, como uma câmera posicionada em slow motion (ritmo lento).
Também é possível encontrar o consumidor que sente pena dos comerciários, na labuta em pleno domingo ensolarado. É o caso da gerente comercial Waleska Garcia Galeano. Ela concorda que fazer compras no domingo é muito mais tranqüilo. Tanto é que no ano passado também optou por esse dia para vasculhar as lojas.
â€œÉ mais fácil porque não trabalho. Mas sinto dó do pessoal que está trabalhando nas lojasâ€, diz, com um tom de voz em defesa dos comerciários. “Vou tentar vir ao Centro aos sábados para colaborar com o pessoal que trabalha no comércioâ€, reforça.
Mas não é o que pensa o eletricista Paulo César Paschione. Ele defende a abertura das lojas aso domingos, pelo menos no final de ano. “O atendimento nas lojas é melhor porque não é todo mundo que gosta de fazer compras neste diaâ€, justifica.
A movimentação no Bauru Shopping Center também não foi diferente. Ontem, as 127 lojas abriram das 13h às 19h. Segundo cálculos da administração, cerca de 8 mil pessoas passaram pelo local.
Das 750 vagas oferecidas no estacionamento, todas tomadas, cerca de 70% dos veículos tinham placas de municípios da região.