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Domingo ensolarado atrai os consumidores para comprar

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O domingo ensolarado e quente atraiu os consumidores para as compras. Ontem, o Calçadão da Batista de Carvalho registrou um bom movimento até as 17h, quando as portas das lojas se fecharam. O próximo domingo, 21, será a última opção de final de semana para os consumidores que desejam fazer as compras de Natal.

Pessoas com roupas leves e cores alegres acompanhadas de filhos, sobrinhos e amigos em clima de descontração total. Esse foi o ambiente de quem optou pelo domingo para passear no Calçadão e, ao mesmo tempo, pesquisar preços e opções de presentes.

Sem a correria do meio da semana e com as lojas um pouco mais tranqüilas, o consumidor ganhou tempo, pechinchou mais e saiu feliz do caixa das lojas, onde deixou parte de seu 13.º salário.

Até mesmo o garapeiro que fica nas esquinas da rua Agenor Meira com o Calçadão estava feliz com o movimento do domingo. “As pessoas estão mais tranqüilas no domingo, sem aquela pressa. Todo mundo fica contente porque se trabalha com mais calma e o atendimento é mais completo”, conta o autônomo José Maria Sonega, entre uma e outra espremida de bagaço de cana.

Não é preciso dizer que o forte calor que fez durante o dia de ontem deu um empurrãozinho na procura pela gelada garapa. Mas Sonega se recusa a apontar os números da vantagem. Como se fosse um segredo de Estado, ele diz que adotou a estratégia do sigilo para evitar o “olho gordo” da concorrência.

Enquanto o garapeiro continuava espremendo seu caldo de cana, o som da garapeira não incomodava o motorista Adaltino Aparecido Marques, que observava descontraidamente as vitrines do Calçadão à procura de roupas para filhos e sobrinhos.

“Trabalho a semana inteira. Ainda bem que o comércio decidiu abrir as portas aos domingos neste final de ano. Não sei como iria fazer as compras se tivesse que vir para o Centro no meio da semana”, conta.

Para os filhos e sobrinhos que o acompanhavam, tudo era festa e motivo de curiosidade. Afinal, não é sempre que se tem a oportunidade de passear no Calçadão. Portanto, a ordem era aproveitar ao máximo, mesmo que isso significasse alguns beliscões para lembrar o bom comportamento.

Num rápido giro pelas quadras da Batista é possível descobrir vários perfis de consumidores. Tem aquele que, mesmo sendo domingo, caminha a passos largos na busca de seus objetivos. Há outros que podem ser comparados à tranqüilidade dos mineiros. Tudo é feito sem pressa, como uma câmera posicionada em slow motion (ritmo lento).

Também é possível encontrar o consumidor que sente pena dos comerciários, na labuta em pleno domingo ensolarado. É o caso da gerente comercial Waleska Garcia Galeano. Ela concorda que fazer compras no domingo é muito mais tranqüilo. Tanto é que no ano passado também optou por esse dia para vasculhar as lojas.

â€œÉ mais fácil porque não trabalho. Mas sinto dó do pessoal que está trabalhando nas lojas”, diz, com um tom de voz em defesa dos comerciários. “Vou tentar vir ao Centro aos sábados para colaborar com o pessoal que trabalha no comércio”, reforça.

Mas não é o que pensa o eletricista Paulo César Paschione. Ele defende a abertura das lojas aso domingos, pelo menos no final de ano. “O atendimento nas lojas é melhor porque não é todo mundo que gosta de fazer compras neste dia”, justifica.

A movimentação no Bauru Shopping Center também não foi diferente. Ontem, as 127 lojas abriram das 13h às 19h. Segundo cálculos da administração, cerca de 8 mil pessoas passaram pelo local.

Das 750 vagas oferecidas no estacionamento, todas tomadas, cerca de 70% dos veículos tinham placas de municípios da região.

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